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sábado, 20 abril, 2024

A Globo tem sangue de crianças em suas mãos

Foto Ahmad Hasaballah

Intercept  Brasil – É isso que os manifestantes em frente à sede da Globo e da GloboNews, neste domingo (25), no Rio, queriam que todos soubessem.

A emissora passa pano para as operações genocidas de Israel em Gaza com uma cobertura altamente tendenciosa, opinativa e repleta de fake news. Sim, as fake news não são apenas do Gabinete do Ódio, são do Gabinete da Globo também.

No Intercept Brasil, denunciamos a Globo e outros veículos da grande mídia desde o primeiro dia. Temos feito uma cobertura independente sobre o que realmente está acontecendo em Gaza e suas repercussões no Brasil e no mundo e traduzimos investigações importantes e exclusivas de parceiros internacionais que não existiam em português.

Fizemos uma petição que dezenas de milhares de pessoas assinaram e entregamos aos chefes de todas as grandes redações no Brasil para pressioná-los a respeitar as vidas humanas. Deixamos claro que não seremos corporativistas quando os colegas de profissão estiverem ao lado de genocidas.

Queremos continuar nossa cobertura neste momento tão importante: há um sério risco de Israel escalar a carnificina e a comunidade internacional precisa fazer mais pressão do que nunca para um cessar-fogo — por isso a mídia e a direita estão apertando o Presidente Lula para soltar a mão do povo Palestino.

Precisamos que você vire um doador mensal hoje e fortaleça nossa redação. Nos ajude a amplificar sua voz e aumentar a pressão para acabar com esse genocídio.

FAÇA PARTE 

Mesmo que você não tenha nenhuma ligação pessoal com a questão Israel-Palestina, você deve se importar com essa cobertura porque a grande mídia mostra o mesmo viés sangrento quando este tipo de crime é cometido no Brasil

Grileiros e capangas do agronegócio que roubam terras, queimam a floresta e matam indígenas fazem parte de uma tradição quinquicentenária de colonos genocidas. E quando são questionados, justificam seus crimes com um mandado divino inventado e equivocado. Os fanáticos dos assentamentos ilegais de Israel fazem a mesma coisa.

Não é por acaso que você vê bandeiras israelenses em todos os comícios de Bolsonaro. Mas no Jornal Nacional, agro é pop mesmo quando está bancando um golpe de estado e grilando terras, enquanto o MST é tratado como se fosse um grupo terrorista. Ficou claro agora?

“Índio não vende jornal” é a justificativa que um editor sênior de um grande jornal deu para que seus repórteres não gastassem tempo investigando ameaças às comunidades indígenas. O resultado dessa cultura de cumplicidade são os resultados genocidas contra o povo Yanomami e vários outros que vivem sob ameaças severas.

Protestar é valioso, mas o que mais pode ser feito? Como podemos mudar nossa imprensa e nossa sociedade pelo melhor? Bem, a melhor e mais fácil maneira de você  fazer a diferença neste momento é apoiar a mídia independente!

É MUITO mais difícil para a Globo e outros manterem a cortina de propaganda quando há meios de comunicação alternativos e confiáveis que mostrem às pessoas o que realmente está acontecendo.

Nós do Intercept Brasil somos a única redação majoritariamente financiada por  doações mensais de leitores como você. São pessoas que sabem que é preciso lutar por aquilo em que se acredita e fazer parte da mudança. Só assim mantemos nossa independência.

Precisamos de você e mais 400 novos apoiadores mensais até o final de março para seguirmos fortes e continuarmos lutando pelos direitos humanos, pela decência humana e pela justiça – seja em Gaza ou seja no Vale do Javari. Posso contar com você?

Abraços,

Andrew Fishman

Presidente e co-fundador.

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