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Sputnik – O ex-deputado federal e ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo-PR) deverá pagar R$ 135 mil ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em até 15 dias por danos morais, em razão de um PowerPoint usado para apresentar denúncias contra o petista.
O prazo foi determinado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo na última sexta-feira (25) e divulgado nesta segunda-feira (28) pelo site de notícias UOL.
Em março de 2022, a 4ª Turma do STJ determinou que o ex-procurador indenizasse Lula por danos morais no conhecido caso do PowerPoint, apresentação usada durante uma entrevista coletiva em 2016, durante a operação Lava Jato, para apresentar a primeira denúncia contra o ex-presidente.
O valor havia sido fixado em R$ 75 mil, mas foi atualizado com correção monetária e aplicação de juros. Segundo a ordem de cumprimento da sentença, expedida pelo juiz Carlo Brito Melfi, caso Dallagnol não cumpra o prazo de pagamento, pode receber uma multa de 10%, além de honorários advocatícios de 10%.
O caso não cabe mais recurso, mas Dallagnol pode questionar a correção do valor da indenização.
Dallagnol coordenou a Operação Lava Jato, no Ministério Público (MP), que acusava Lula dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá (SP).
Na apresentação de Dallagnol, o nome do ex-presidente aparecia no centro da tela, rodeado por expressões como “petrolão + propinocracia”, “governabilidade corrompida”, “perpetuação criminosa no poder”, “mensalão” e “enriquecimento ilícito” e “maior beneficiado”.
O caso do tríplex levou à primeira condenação de Lula pelo então juiz federal Sérgio Moro, com pena inicial de nove anos e seis meses de prisão.
Após ficar 580 dias preso, Lula ganhou liberdade após o STF reconhecer nulidades e extinguir as ações contra ele, em abril de 2021, ao declarar a suspeição de Moro.



