Buenos Aires, 12 de julho (Prensa Latina) A província argentina de Catamarca foi o epicentro de mais um ato que exigia a libertação da ex-presidente Cristina Fernández, atualmente proscrita e em prisão domiciliar.
Um comunicado do Partido Justicialista (PJ) afirmou que, sob o lema “Libertem Cristina”, peronistas, incluindo militantes e dirigentes, de Catamarca se reuniram para insistir na inocência da ex-dignitária, que consideram uma prisioneira política.
A PJ lançou a campanha nacional “Argentina com Cristina”, que inclui ações desde Ushuaia, no extremo sul, até La Quiaca, no norte, enquanto a ofensiva internacional “Libertem Cristina” também está em andamento.
No evento realizado na província de Catamarca, no norte do país, os participantes debateram a política externa, com duras críticas à dívida externa, ao modelo econômico de Javier Milei, prejudicial ao povo argentino, à justiça refém do poder econômico e à cassação do presidente do partido nacional PJ.
Eles também denunciaram a perseguição judicial e midiática a ativistas peronistas. “O povo humilde do nosso país está vivenciando o mesmo que Cristina vivenciou perante a lei. Ela governou por 12 anos, livrou o país das dívidas e, junto com Néstor, retirou o FMI da Argentina. É por isso que ela está impedida de exercer cargos públicos”, afirma o comunicado.
“O modelo econômico movido pela dívida e pelo ajuste tem um prazo de validade, e o governo sabe disso, daí a violência e a perseguição aos opositores”, alertaram em Catamarca.
Os presentes pediram mobilização e organização em resposta à crescente deriva autoritária dos governos de Javier Milei, Luis Caputo, Patricia Bullrich e Federico Sturzenegger.
Na quarta-feira, dia 9, Dia da Independência, um grande evento político e cultural aconteceu no icônico Parque Lezama, em Buenos Aires, onde Cristina fez uma mensagem gravada sobre os problemas que o governo e a Argentina enfrentam hoje devido às políticas implementadas pelo poder executivo.
“Desde 1956, depois que Perón foi derrubado e o Fundo Monetário Internacional foi criado, nunca tivemos esse nível de dependência”, alertou o ex-presidente.
“Mais uma vez, implementar políticas ditadas de fora, aceitar sem questionar condições do FMI ou de outros tão prejudiciais ao nosso povo… O que vivemos hoje na Argentina não é simplesmente um ajuste, nem uma crise, nem uma tempestade passageira. É um verdadeiro problema estrutural”, enfatizou Cristina.
Ele lembrou que o governo deve ao FMI mais de US$ 65 bilhões, incluindo os US$ 45 bilhões que deu a Mauricio Macri, além dos US$ 12 bilhões que já deu a Milei, e alertou que a Argentina se tornou a maior devedora da instituição no mundo.
O país “não produz dólares suficientes para se desenvolver e, ao mesmo tempo, pagar a dívida serial e compulsória decorrente da fuga de capitais a que nos submeteram os governos Macri e Milei”, enfatizou, alertando: “Todos os argentinos pagarão por isso”. O atual governo concluiu: “Isso enriquece 30% da população em detrimento dos outros 70%”.
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