Quito, 28 mar(Prensa Latina) No Equador, aumentam hoje os grupos sociais e políticos que se unem ao clamor por justiça para os crimes contra a humanidade cometidos durante os protestos populares de outubro de 2019.
O CPAZ destacou que o relatório reconhece a repressão da Polícia e das Forças Armadas contra os manifestantes e apela à respetiva reparação para as vítimas, numa perspectiva imparcial e com enfoque de direitos.
A esse respeito, lembrou que o documento da Ouvidoria determinava que, de 519 depoimentos, 249 correspondem a violações de direitos, cometidas por agentes da lei durante as manifestações contra medidas econômicas.
Da mesma forma, ratificou os números da entidade encarregada da defesa dos direitos da cidadania, que contabilizou 11 mortes, 1.192 detidos e 1.340 feridos, sem contar os atendidos em abrigos e outros 12 com lesões permanentes, como perda de um globo ocular de botijões de gás lacrimogêneo atirados diretamente contra os manifestantes.
O único responsável pelos violentos acontecimentos de outubro de 2019 é o Governo de Lenín Moreno e seus cúmplices, o ex-Ministro de Governo e o Ministro da Defesa, que provocaram e patrocinaram um estado de guerra e violência como não ocorrera recentemente a história do Equador enfatizou o manifesto do CPAZ.
Da mesma forma, a organização considerou que houve a criminalização do direito de protesto, no mais puro estilo dos regimes fascistas e ditatoriais.
‘O povo equatoriano, as vítimas e suas famílias exigem a verdade, exigimos justiça, exigimos que os responsáveis paguem por seus atos nefastos e atentados contra a democracia, a dignidade, a paz e a vida’, concluiu o CPAZ.
O relatório da Comissão elaborado pelo Provedor de Justiça conta com o apoio de diversos grupos sociais e representantes do público em geral, bem como de deputados e forças políticas.


