Buenos Aires
Prensa Latina, Buenos Aires – O presidente argentino Alberto Fernández homenageou nesta quarta-feira (14) o ganhador do Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel, a quem descreveu como a melhor expressão de um ser humano.
Com a voz quebrada ao falar de Pérez Esquivel, Fernández sublinhou que, apesar das circunstâncias difíceis, sempre se comprometeu com quem mais sofreu e saiu para abraçar e lutar com os perseguidos e esquecidos.
Durante o encontro, no qual o Nobel de 1980 foi agraciado com uma placa comemorativa, o chefe de Estado lembrou que muitas das injustiças de que falou ao receber o prêmio ainda pairam sobre a América Latina: desigualdade, perseguição, um sistema onde a riqueza é concentrada em poucos e a pobreza é distribuída aos milhões.
Depois de descrevê-lo como um extraordinário militante da vida, da paz e da não-violência, destacou que com a luta de Pérez Esquivel e grupos como as Mães e Avós da Plaza de Mayo conseguiu se recuperar da última ditadura militar (1976-1983) centenas de filhos de pais desaparecidos. Hoje muitos fazem parte do meu gabinete, disse ele.
‘Temos que viver como se fôssemos eternos, continuar insistindo, lutando’, disse Pérez Esquivel durante a noite, para a qual chegaram mensagens de personalidades como o Papa Francisco e o ex-presidente brasileiro Luis Inácio Lula da Silva.
Em sua reflexão perante os presentes, o destacado ativista social anunciou que decidiu entregar seu Prêmio Nobel à Universidade de Buenos Aires por uma casa que abriga a história de todos os latino-americanos homenageados com este prêmio.
Acredito firmemente que um outro mundo é possível se somarmos vontades na diversidade, disse Pérez Esquivel depois de pedir a unidade continental e lutar contra a monocultura das mentes. Para isso é necessária a rebelião das consciências, sublinhou no seu discurso, que concluiu com aquela frase mítica de Che Guevara: Até a vitória sempre.


