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domingo, 26 abril 2026

Mães de Praça de Maio lideram outra Marcha de Resistência

Buenos Aires, 29 nov (Prensa Latina) As Mães da Praça de Maio lideraram hoje outra marcha de resistência intitulada O amor pode mais que o ódio, uma espécie de vigília na qual darão as boas-vindas ao novo governo de Alberto e Cristina Fernández.
Marcharemos de maneira ininterrompida para dizer: Tchau Macri. Das 18:00 hora desta sexta-feira até as 18:00 de amanhã. Veem marchar junto com as Mães e fazer parte da história, convocaram no dia anterior estas mulheres guerreiras que após 40 anos da ditadura militar (1976-1983), seguem de pé, lutando.

Assim apontaram que muitas coisas aconteceram nestes últimos quatro anos mas, disseram, há algo que não se modificou, a constância e a perseverança das Mães em lutar.

Trata-se da trigésima primeira e última marcha desse tipo, disse essa associação presidida pela destacada defensora dos direitos humanos Hebe de Bonafini.

Convidamos você a colocar o corpo pelo futuro da pátria, disseram as Mães, que apesar da sua idade avançada algumas ultrapassam os 90 anos estarão na emblemática Praça de Maio, a uns passos da Casa Rosada, sede presidencial, onde a cada quinta-feira fazem sua ronda por mais de quatro décadas.

As Mães lideraram pela primeira vez em 1981 esta iniciativa para reclamar a validade dos direitos humanos.

Após 25 marchas deste tipo até 2006, decidiram suspendê-las ao considerar que ‘o inimigo não estava mais na Casa Rosada’, em reconhecimento ao então presidente Néstor Kirchner.

Em 10 de dezembro de 2015, durante o primeiro dia de governo de Mauricio Macri, voltaram a retomar até o ano passado.

‘Agora, depois da vitória nas urnas de Alberto e Cristina Fernández, consideramos que o inimigo não estará em Casa Rosada. É por isso que as Mães realizarão sua última Marcha de Resistência nos dias 29 e 30 de novembro’, destacaram.

Tornando-se uma ferramenta de luta criada pelas Mães em 1981, em plena ditadura militar a iniciativa consiste em dar a volta à pirâmide da Praça de maio 24 horas seguidas. Junto a elas se somam representantes de organizações sociais e cidadãos comuns.

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