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terça-feira, 14 abril 2026

70% dos americanos se opõem a uma ação militar contra a Venezuela.

Manifestantes em Filadélfia, EUA, durante a marcha “Tirem as mãos da Venezuela”, em 15 de novembro de 2025. (Foto: The Philadelphia Inquirer)

HispanTV – Segundo uma pesquisa divulgada neste domingo, 70% dos americanos se opõem a uma intervenção militar de seu país contra a Venezuela.

Em meio à política de ameaças dos EUA contra a Venezuela, uma pesquisa da CBS News/YouGov revela que 70% dos cidadãos americanos rejeitam a agressão militar contra o país bolivariano, enquanto apenas 30% a apoiam.

Além disso, três em cada quatro americanos afirmam que o presidente dos EUA, Donald Trump, precisa obter a aprovação do Congresso antes de tomar medidas militares na Venezuela, incluindo pouco mais da metade dos republicanos.

Da mesma forma, 76% dos entrevistados afirmaram que o governo Trump não esclareceu adequadamente a posição dos EUA em relação a uma possível intervenção militar na Venezuela, enquanto 24% acreditam que sim.

Dentro dos partidos políticos, as respectivas maiorias acreditam que as autoridades devem explicar com mais detalhes as intenções dos EUA em relação a qualquer ação: 97% entre os democratas, 86% entre os independentes e 64% entre os republicanos.

Em relação aos apoiadores republicanos de Trump, a pesquisa revela divisões significativas dentro do Partido Republicano. Enquanto 66% dos republicanos alinhados ao seu slogan “Make America Great Again” (MAGA) apoiam uma possível intervenção, apenas 47% dos republicanos não alinhados ao MAGA são favoráveis, e 53% deste último grupo se opõem veementemente a qualquer ação militar.

A Venezuela não representa uma ameaça para os EUA.

A pesquisa também mostrou que a maioria dos americanos não considera a Venezuela uma ameaça significativa aos Estados Unidos.

48% dos entrevistados consideram o país sul-americano uma “ameaça menor”, ​​39% não o percebem como uma ameaça e apenas 13% o veem como uma “ameaça grave”.

Nicolás Maduro enfatiza que a nação venezuelana é “invencível e indestrutível” diante das ameaças.

A ação militar não resolverá o tráfico de drogas.

56% dos participantes da pesquisa afirmaram que uma intervenção militar dos EUA na Venezuela não alteraria o fluxo de drogas para os EUA, enquanto 37% acreditam que diminuiria e 7% acham que aumentaria.

Outro ponto polêmico é a opinião sobre os ataques militares dos EUA contra pequenas embarcações supostamente ligadas ao tráfico de drogas, embora Washington ainda não tenha apresentado provas disso. 53% aprovam os ataques, enquanto 47% os desaprovam.

No entanto, 75% dos americanos disseram que o governo Trump deveria fornecer provas de que os navios atacados realmente transportavam drogas, enquanto 25% disseram que isso não era necessário.

A análise dos dados revela as profundas divisões na opinião pública em relação às políticas do governo Donald Trump para o país bolivariano.

Altos funcionários militares dos EUA apresentaram ao presidente Donald Trump planos atualizados para um ataque militar contra a Venezuela.

Desconexão da realidade

A pesquisa também aborda a percepção dos americanos sobre a economia do país, revelando uma desconexão entre o que a Casa Branca comunica e o que os cidadãos realmente vivenciam.

Sessenta por cento disseram que Trump apresenta a situação dos preços e da inflação de forma mais otimista do que a realidade, enquanto 58% acreditam que os preços continuarão a subir. Além disso, 77% acham que o presidente não dedica atenção suficiente a essa questão.

Cada vez mais americanos rejeitam as políticas do governo de Donald Trump. Manifestantes expressaram sua desaprovação ao presidente em frente à Casa Branca.

Na verdade, por trás da rejeição da ação militar contra a Venezuela, esconde-se uma questão mais profunda: o questionamento das prioridades do governo.

Muitos opositores da intervenção, incluindo republicanos, parecem mais inclinados a avaliar o governo pela sua gestão econômica e acreditam que ele não está dedicando tempo suficiente aos problemas que realmente impactam o seu dia a dia.

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