César Fonseca
As notícias de última hora dão conta de que a saúde da quase centenária raínha não está nada boa; a gente lamenta porque desejaríamos sua eternidade, sem soar falsidade; mas, não se pode passar em branco, não se pode deixar de falar que a Inglaterra é uma farsa democrática; isso acaba de ser comprovado, explicitamente, com a última “eleição” da nova primeira ministra conservadora Liz Truss, para substituir o boquirroto Boris Johnson, sob cujo comando a economia inglesa colapsou.
PORQUE MADURO NESSA HISTÓRIA

Os que consideram o venezuelano Nicolás Maduro ditador, como é o caso de Bolsonaro e a mídia conservadora brasileira e ocidental, monitorada por Washington, deveriam fazer reflexão mais acurada; ora, pelos critérios democráticos – e não pelas regras arranjadas pelo antigo império britânico – teria que ter havido eleições na Inglaterra, com a queda de Johnson, do Partido Conservador, e sua substituição não por outro membro do seu partido, em consulta interna, junto a 160 mil filiados, mas pelo eleitorado inglês, como um todo, englobando disputa entre todas as agremiações partidárias; ocorreu velha manobra imperialista(verdade falsificada), para preservar o poder dos conservadores, excluindo os trabalhistas e outros partidos menores; na prática um golpe; nada mais antidemocrático; aí cabe uma pergunta: por que a mídia ocidental cuida de chamar Maduro de ditador, quando se submete às regras absolutamente democratas, vigentes na Venezuela, enquanto fica calada diante do processo eleitoral inglês, essencialmente, antidemocratico, como se viu, agora, na sucessão de Boris?
IMPERIALISMO LADRÃO




