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quarta-feira, 14 janeiro, 2026

A Vida que Segue Depois da Festa

 Foto: Comitê Olímpico/Divulgação
Autor Mário Augusto Jakobskind
A festa acabou e o Brasil desta feita passou no teste com um desempenho bastante razoável para um país sem muita tradição olímpica. A referência é sobre os Jogos Olímpicos.
Mas o que a mídia conservadora silenciou totalmente é que o aumento no número de medalhas, aliás, o recorde histórico do Brasil em Olimpíadas, se deve ao que ocorreu a partir dos governos Lula e Dilma Rousseff com o advento da Bolsa Atleta. Muitos medalhistas individuais chegaram lá por incentivo do Estado brasileiro, o mesmo Estado que os golpistas querem reduzir.
É isso, seria demais para os jornalões e telejornalões admitirem tal fato. Os editores optaram não só pelo silêncio, como também evitar que leitores, telespectadores e ouvintes fossem também informados que o público brasileiro acolhedor se manifestava em várias oportunidades com cartazes e faixas com os dizeres “Fora Temer”.
Também procuraram minimizar as vaias na abertura contra o presidente interino golpista Michel Temer, que foi substituído na festa de encerramento dos Jogos pela figura patética de Rodrigo Maia, o presidente atual da Câmara dos Deputados.
Repetiam então sucessivamente o que dizia Nélson Rodrigues de que “no Maracanã se vaia um minuto de silêncio”. O objetivo era livrar a cara do golpista Temer e até mesmo do prefeito Eduardo Paes, que aparecia já imaginando que estava em campanha política para a sua sucessão.
Maia, por sinal, só foi mostrado pelas câmeras uma vez e depois desapareceu com por encanto.
Tanto Temer como Maia, como assinala o dito popular, foram penetras na festa. Queriam aparecer como os responsáveis pelas Olimpíadas, como se possível que o evento fosse organizado nos três meses de tempo que os golpistas usurpam o poder.
E Paes não fez por menos. Em todas as oportunidades que falava tentava demonstrar que era o dono e responsável pela festa.
Assim agem os golpistas, ou seja, procurando iludir os incautos com mentiras e também promessas irrealizáveis.
E com o fim da festa a vida segue. Em pouco tempo, caso o impeachment de Dilma Rousseff se concretize, como no Senado parece indicar, até os agora iludidos vão perceber claramente a que vieram os golpistas.
Golpistas, que por perderem eleições sucessivamente, estão com muita sede ao pote. E querem facilitar a vida dos seus apoiadores do mundo financeiro o mais rápido possível.
E quem vai pagar a fatura, diga-se de passagem, é a turma que nos últimos anos melhorou de vida. Quem viver verá.

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