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Venezuela

Postado em 14/05/2020 10:36

Venezuela: Empresas dos EUA patrocinaram a tentativa de invasão

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Caracas, 14 mai (Prensa Latina) O primeiro vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, revelou hoje que a direita nacional contratou mercenários de outras duas empresas estadunidenses para invadir o país.

Em seu programa ?Con el Mazo Dando’, o líder partidário explicou que nas investigações realizadas pela inteligência venezuelana se detectou que o deputado opositor Juan Guaidó, além de contratar os serviços da Silvercorp, assinou com Cerberus Capital Management e Global Goverment Services, ambas vinculadas à indústria da guerra.

Disse que não foi só os 212 milhões oferecidos à Silvercorp, mas essas outras empresas apresentaram propostas mais altas, em alguns casos chegando a cinco bilhões de dólares a cobrança pelo serviço de invadir, capturar e matar o presidente Nicolás Maduro.

Cabello enfatizou que existem provas dessas afirmações, entre elas a primeira página do contrato com a Global Goverment.

Recordou que as empresas, além de serem parte da chamada indústria mercenária, têm em comum o fato de serem grandes financista da campanha que levou à eleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo o vice-presidente do PSUV, o portal especializado DefenseNews [dos EUA] revelou que um dos membros de uma dessas empresas, de nome Louis Bremer, oficial da Academia da Força Aérea que dirigiu operações classificadas na Bósnia-Herzegóvina em 1998, foi designado no último dia 4 de maio como assistente do secretário do departamento de Defesa, para operações especiais e de baixa intensidade.

O também presidente da Assembléia Nacional Constituinte destacou que os personagens que prepararam a Operação Gedeón foram os mesmos que lideraram o golpe de estado de 2002 contra o comandante Hugo Chávez.

‘Vocês dirigiram o golpe do 2002 através de Shapiro, mas nosso povo em menos de 48 horas devolveu o comandante Chávez à presidência. Somos realistas, talvez vocês tenham muitos soldados, mas quando tocarem nossa terra, lá vai estar um povo que ama a liberdade’, disse Cabello em resposta ao suposto embaixador norte-americano na Venezuela, James Story.

Disse esperar que a Casa Branca se dê conta que continuar apoiando a oposição venezuelana é um fracasso, porque [ela] não tem maioria nem teve nunca, ‘ganharam uma eleição e não souberam administrar essa vitória e hoje estão divididos em mil pedaços’.

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