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Venezuela

Postado em 27/06/2021 9:34

Venezuela e Irã acordam em ‘fortalecer laços de fraternidade’ contra ‘agressões imperiais’

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AMÉRICAS

Sputnik – Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, disse ter acordado em conversa telefônica com seu homólogo do Irã aumentar as ligações bilaterais entre os dois países contra os EUA.

Caracas e Teerã acordaram reforçar a cooperação contra as “agressões imperiais” dirigidas aos povos da Venezuela e do Irã, anunciou na quarta-feira (23) Nicolás Maduro, presidente venezuelano, após conversar com o presidente-eleito iraniano.

Tive uma conversa telefônica com Seyed Ebrahim Raisi, presidente-eleito da República Islâmica do Irã. Acordamos fortalecer nossos laços de fraternidade e cooperação para avançar na luta conjunta perante as agressões imperiais contra nossos povos.

Raisi ganhou com facilidade as eleições presidenciais no Irã na semana passada, conquistando quase 62% dos votos e eliminando a necessidade de um segundo turno. Os parceiros estratégicos do Irã, incluindo Rússia e China, parabenizaram Raisi por sua vitória, enquanto os EUA e Israel criticaram a votação, questionando sua imparcialidade ou caracterizando de “carniceiro” o vencedor.

‘Eixo de irritação’

Autoridades dos EUA e analistas de think tanks em Washington têm expressado regularmente frustração com a parceria estratégica entre Venezuela e Irã, caracterizando a aliança como um “eixo de irritação”.

Na última quinta-feira (17), o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price, comentando sobre navios iranianos aparentemente rumando à Venezuela, confirmou que a Casa Branca estava “monitorando a situação”, advertindo que os EUA estavam “preparados para alavancar as autoridades aplicáveis, incluindo sanções, contra qualquer ator que permita o contínuo fornecimento de armas do Irã a parceiros e agentes violentos em todo o mundo”.

No entanto, a Venezuela não tem travado nenhuma guerra desde a Segunda Guerra Mundial, enquanto o Irã não provoca uma guerra desde 1795. Além disso, sob a lei internacional, Washington não tem o direito de realizar ações contra navios iranianos que operam em águas internacionais.

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