19.2 C
Brasília
quarta-feira, 15 abril 2026

Um cheiro de pólvora no ar

Valter Xéu*
Os Estados Unidos continuam a cercar a Rússia com bases ocupadas pela OTAN instaladas ao longo de toda fronteira russa, o Kremlin ordena ao Ministério da Defesa inspeção de prontidão de todo efetivo militar, ao mesmo tempo em que desloca para várias regiões do país sistemas de mísseis antiaéreos russos S-300 e S-400.
A primeira ministra Ângela Merkel pede aos alemães que comecem a estocar água e comida, ao mesmo tempo em que Barack Obama, aquele que ganhou o prêmio Nobel da paz no inicio do seu primeiro governo, espalha misseis nucleares em bases militares na Polônia e na Romênia.
Seja lá quem for o ocupante da Casa Branca, quem de fato governa os Estados Unidos é o seu complexo militar industrial que tem na direção do Pentágono sempre um indicado seu, cujo poder de mando chega até a figura do presidente que é nada mais nada menos que uma espécie de relações pública desse poder.
Um conflito com a Rússia nesse momento poderia alavancar a economia norte americana com a venda de armamento para diversos países europeus e em outros continentes.
A especialidade da CIA, Pentágono e os tais falcões instalados dentro do governo estadunidense é fomentar conflitos pelo mundo onde negócios rentáveis com a guerra podem acontecer em benéfico de empresas norte americano, como a reconstrução do país arrasado, como a reconstrução do país arrasado e que em troca entrega toda sua riqueza para ser explorado por empresas dos Estados Unidos o que de certa forma beneficia a população americana que é sempre manipulada (leiam um livro de Chomsky: Mídia manipulação e politica) e também midiotizada, sendo levada a acreditar que determinado pais, seja ele a Rússia ou uma republiqueta perdida no mapa do mundo, pode levar perigo aos Estados Unidos da América.
Mas outros interesses dominam a imaginação norte americana em relação à Rússia, que é o seu já provado desenvolvimento armamentismo e isso vêm sendo demonstrado no conflito na Síria, onde cruzadores posicionados no Mar Mediterrâneo disparam misseis que atinge alvo a mais de dois mil quilômetros, enquanto a pontaria dos misseis americanos são sempre falhos e rara não são às vezes, que atingem escolas, creches, hospitais, mercado, sempre causando mais danos aos civis que propriamente aos “inimigos” terroristas, geralmente grupo criado e mantido por Washington para fazer o trabalho sujo pelo mundo, explodindo bombas pelo mundo e assumindo a autoria.
*Valter Xéu é editor e diretor dos portais Pátria Latina, Irã News e analista de politica internacional do Palestine Liberation.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS