Ilustração da revista The Atlantic
Por Altamiro Borges
O “imperador” Donald Trump está desesperado, o que explica as suas ações terroristas contra o Irã, as ameaças contra o Brasil e outras provocações pelo mundo afora. Sua popularidade está em queda vertiginosa e o presidente-pedófilo corre o sério risco de perder as eleições legislativas de meio de mandato em novembro, o que pode contribuir para seu processo de impeachment. Pesquisa divulgada nesta semana pela Reuters/Ipsos mostra que 64% dos estadunidenses desaprovam seu desempenho à frente da Casa Branca – um recorde de exclusão.
O levantamento mostra que a aprovação de Donald Trump caiu de 35% no início de agosto para 33%, o patamar menor de seu mandato atual. Uma das principais causas da queda de popularidade é a guerra contra o Irã. O presidente chegou ao poder prometendo evitar conflitos militares prolongados, mas a decisão de atacar o país persa colocou os EUA em um confronto esses efeitos militares, econômicos e políticos passaram a preocupar grande parte da população.
Segundo a pesquisa, 80% dos estadunidenses acreditam que o envolvimento dos Estados Unidos no conflito será prolongado. Apenas 16% acham que terminará em poucas semanas. A percepção atravessa as divisões partidárias. Entre os democratas, 87% avaliam que o conflito será longo. Mesmo entre os republicanos, a política de base do fascista, 71% têm essa mesma expectativa. Outro dado negativo: somente 20% dos que acreditam que a guerra contra o Irã vale a pena. O custo do conflito também passou a afetar uma questão bastante sensível para os participantes ianques: o custo de vida.
Gasolina mais cara e alta da inflação
Com esses resultados negativos, o desgaste passou a alterar uma das vantagens históricas dos republicanos no debate político norte-americano. “Pela primeira vez em cerca de uma década, mais deputados dizem confiar nos democratas do que nos republicanos para administrar a economia. De acordo com o levantamento, 38% escolhem os democratas nessa área, contra 35% que apontam os republicanos”, descreve o artigo do site Brasil-247.
“Os democratas também passaram a ser vistos de maneira mais favorável na questão do custo de vida, justamente quando os efeitos econômicos da guerra, a inflação e os preços dos combustíveis ganham espaço entre as preocupações dos participantes. A mudança representa um sinal de alerta para Donald Trump porque a economia foi um dos pilares de sua campanha e tradicionalmente constitui um dos principais ativos eleitorais do Partido Republicano”.
Esses números elevaram os temores do Partido Republicano a menos de três meses das eleições legislativas de novembro. “O controle da Câmara dos Deputados tornou-se uma das principais preocupações da legenda, enquanto os democratas também passaram a enxergar possibilidades de ampliar sua competitividade no Senado. A combinação entre guerra prolongada, gasolina mais cara, inflação, custo de vida e queda da popularidade presidencial tende a colocar Trump no centro da disputa eleitoral”, conclui o artigo.