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Papo do Dia

Postado em 03/05/2018 2:41

TESTE NUCLEAR E O CINISMO ASSUSTADOR E CRUEL DOS EUA

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 Pedro Augusto Pinho*

Para que não paire dúvidas, nem seja considerada fake new, transcrevo na íntegra a notícia.

“A Força Aérea dos EUA realizou mais de 20 testes de engenharia, desenvolvimento e voo da nova bomba nuclear guiada B61-12, informou um general da Força Aérea estadunidense em 1º de maio.

O serviço “já conduziu 26 testes de engenharia, desenvolvimento e testes de voo”, disse o tenente-general Jack Weinstein ao portal Military.com, acrescentando que o programa “está indo extremamente bem”. A nova versão da bomba é, segundo relatos, três vezes mais precisa do que suas antecessoras, de acordo com o portal.

Maquete de míssil nuclear Minuteman III usado para treinamento de equipes de manutenção de mísseis é visto na base da Força Aérea F. E. Warren, Wyo.

EUA violam tratado de não-proliferação ao ter armas nucleares na Europa, diz Moscou.

A 12ª versão da bomba B61, projetada originalmente em 1963, terá uma nova capacidade que não tinha nas versões anteriores: penetração subterrânea, podendo assim atacar centros de comando e controle fortificados.

A bomba tem um poder explosivo de 50 quilotoneladas de TNT, ou seja, aproximadamente quatro vezes mais poderosa do que a bomba que os EUA lançaram sobre a cidade japonesa de Nagasaki em agosto de 1945.

Segundo a última doutrina nuclear dos Estados Unidos, no momento os especialistas estão trabalhando em integrar a bomba de gravidade no caça furtivo F-35 Lightning II.

A doutrina nuclear também prevê modernização dos mísseis de cruzeiro e de componentes dos mísseis balísticos intercontinentais da tríade nuclear. Por enquanto, a tríade nuclear dos EUA é constituída por mísseis balísticos lançados de submarinos, bombardeiros estratégicos, que carregam tanto bombas de gravidade como mísseis de cruzeiro, bem como mísseis balísticos intercontinentais baseados em terra” (Sputinik Brasil, 13/05/2018).

Provavelmente, a grande maioria dos leitores desta notícia a atribuirá ao espírito belicista do Presidente Donald Trump ou a sua inconsequência política ou, apenas, à sua vontade todo este desassombro.

Este personificação do mal, seja o espírito bélico de um presidente seja o comportamento corrupto de um senador ou alguma psicopatia de magistrado, é própria de nosso tempo. Ainda não está internalizada a compreensão da dominação por um sistema e não, como ocorrera no passado, por um país, uma ideologia, uma pessoa ou um partido dominador.

Entendo e não é fácil despersonificar um mal. A religião que cria o demônio, o corporifica para combatê-lo. Quando mais sutil, o coloca numa qualificação. Um sistema é muito abstrato para ser entendido e identificado.

Creio que reside aí a grande dificuldade que os opositores do sistema financeiro internacional, que denomino banca, encontram para tornar esta luta a de todos, exceto das quatro ou cinco duzias de famílias que dele se aproveitam e das centenas ou milhares de servos que vivem em torno delas.

Mas verifique, caro leitor, que esta super bomba está em seu 26º teste, ou seja, não é obra de um presidente louco, mas de alguns antecessores. E estes estavam em partidos opostos.

Também as medidas que reduzem a riqueza nacional, o emprego para todas as pessoas, a precarização do trabalho, a ausência de políticas públicas a ações assistenciais dos Estados, transitam durante governos socialistas e liberais, conservadores e trabalhistas, republicanos e democratas, ou seja, dentro de um único e dominante sistema: o financeiro.

Um amigo leitor me escreveu dizendo que estou vendo a banca em toda parte, como o único mal. Curioso é que estes críticos, ainda hoje, colocam o comunismo ou o socialismo ou o bolivarianismo, no fundo os usam como sinônimos, como a razão de nossos males e da própria humanidade. Não cabe discutir agora, em momento dramático para a própria vida, opções ideológicas. Temos diante de nós um fato.

A jornalista e excelente escritora gaúcha Tania Faillace, usando expressão que não gosto, “Nova Ordem Mundial” (entendo ser uma designação midiática, publicitária da própria banca), vem apontando o projeto de extinção de bilhões de pessoas, as  desnecessárias para a vida confortável e tranquila das famílias detentoras dos bens, das rendas, as donas do sistema, as “bancárias”.

E que maravilha (sic) uma bomba “três vezes mais precisa do que suas antecessoras”!

Os golpistas de 2016, do judiciário, da mídia, do legislativo e, obviamente, do executivo, estão destruindo o Estado brasileiro e colaborando na extinção da espécie. Atentem para seus votos nestas eleições.

*Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado

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