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Postado em 07/11/2020 3:24

Temer conspirou com militares para golpe contra Rousseff no Brasil

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Brasília (Prensa Latina) A ex-presidente brasileira Dilma Rousseff disse que a nova confissão do ex-presidente Michel Temer hoje revela que o golpe que a tirou do poder em 2016 foi de natureza parlamentar, midiática, judicial e também militar.

Em uma nota publicada em seu site, Rousseff (2011-2016) denunciou que Temer ‘não só se beneficiou de um golpe de Estado, mas também participou diretamente da criação de um plano militar para sustentar a ruptura da normalidade democrática’.

Agora, diante de tanta sinceridade, ele enfatizou que o que o senador Romero Jucá disse em uma conversa registrada e filtrada legalmente na época, que o então vice-presidente estava procurando apoio no quartel, ‘os militares deram pelo menos luz verde para o golpe e, para evitar manifestações, eles estavam observando o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra).

O site oficial do Partido dos Trabalhadores (PT) afirma que Temer, que conspirou para derrubar Dilma, ‘finalmente confessou o óbvio: ele agiu desde o início para promover o impeachment com o golpe de 2016, pouco depois de ambos terem sido reeleitos em outubro de 2014.

Isso, diz o PT, é o que diz no livro A Eleição ou Melhor ‘Diário de um Golpe de Estado’, como um presidente conseguiu superar uma grave crise e apresentar uma agenda para o Brasil, uma espécie de memorial e autobiografia, lançada há algumas semanas.

Tentando em vão vender-se como um personagem com nobres intenções, Temer (2016-2018) tenta criar a ilusão de que o poder caiu em suas mãos pelo trabalho e pela graça do acaso, a organização política adverte.

Mas o membro do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) admite que desde 2015 esteve em estreito contato com os militares – incluindo o General Sérgio Etchegoyen e o então comandante do exército, General Villas Bôas – conspirando para derrubar o então presidente.

Segundo o PT, o ex-governante, ‘acusado de corrupção, mas agindo sem impedimentos, trabalha hoje como um interlocutor de Jair Bolsonaro, a quem ele sempre elogia em todas as oportunidades’.

Para o Partido dos Trabalhadores, ‘o medo tem algo a celebrar: o golpe de 2016 é a ferida nacional aberta que corroeu as instituições e abriu as portas para a eleição do primeiro chefe de Estado sem nenhum compromisso com o Brasil e o futuro do país’.

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