Na época, ninguém conseguia curar as lesões na pele do Taturaia. O médico Carvalho Leal nascido em Urucará, consultado por dona Diva, sua conterrânea urucaraense. estava em campanha eleitoral como candidato ao Senado (UDN vixe, vixe) e mijou fora do caco. Decepcionada, a mãe do Taturaia não votou nele, que foi derrotado.
Dona Diva perguntou as causas da doença, o padre disse que se tratava de dermatite atópica, que não tinha agente etiológico definido. Mandou dar banhos de água fria e colocar gelo para diminuir a coceira. Receitou analgésico via oral e uma pomada. Taturaia melhorou, mas sem dinheiro para os remédios, logo tudo voltou a ser como dantes no quartel de Abrantes. A coceira veio com mais força.
Não foi fácil localizar em Manaus um cuspidor com tais qualidades. “Achar macho é muito fácil, tem aos montes, o difícil é achar homem” – canta Nara Leão em “Cabra Macho”. Felizmente encontraram lá na Cachoeirinha, o militante do Partidão, Geraldo Campello, então namorado de Maria Pucu e um tal de Paivinha, estudante de direito, mais tarde presidente da OAB-Am com nome completo de José Paiva de Souza Filho. Os dois deram uma cusparada certeira na casca do pau d´arco. Deu certo. As pústulas pruriginosas desapareceram.
Não entendi bulhufas sobre a informação de que os “grânulos metacromáticos dos basófilos, maiores do que dos outros granulócitos, contém enzimas hidrolíticas, fatores quimiotáticos para neutrófilos e eosinófilos”. Eu hein? Me inclui fora dessa. Além disso, foi difícil entender que diariamente nosso organismo produz cem bilhões de basófilos. Assim, não tem curuba de peruano que aguente. Não sei se a Maroca e o padre Frederico sabiam disso e se ele explicou ao pessoal do Apostolado da Oração.