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Internacional

Postado em 07/06/2021 10:15

Chegada de senadores dos EUA a Taiwan em avião militar é grande provocação, diz mídia chinesa

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ÁSIA E OCEANIA

Sputnik – No domingo (6), uma delegação de senadores dos EUA chegou a Taiwan para anunciar a doação de 750.000 doses de vacina contra COVID-19. No entanto, para Pequim este evento é uma grande provocação que pode agravar ainda mais, tanto as relações entre China e Taipé, como as sino-americanas.

É provável que a doação de medicamentos por parte dos EUA provoque fúria de Pequim pela aparente recusa de Taipé em aceitar vacinas de origem chinesa. A ilha por sua vez acusou Pequim de bloquear seus esforços para comprar vacinas internacionalmente, escreve CNN.

No entanto, a maior “provocação” neste caso não seria a promessa de entrega de vacinas em si, mas o avião militar em que os senadores foram transportados.

A delegação americana chegou ao aeroporto de Songshan, em Taiwan, em uma aeronave C-17 Globemaster III da Força Aérea dos EUA.

Senadores dos EUA Tammy Duckworth, Chris Coons e Dan Sullivan aterrissam em Taipé em avião da Força Aérea C-17 Globemaster III
© REUTERS / POOL
Senadores dos EUA Tammy Duckworth, Chris Coons e Dan Sullivan aterrissam em Taipé em avião da Força Aérea C-17 Globemaster III

A presença de um avião de transporte militar dos EUA capaz de transportar tropas e carga, incluindo artilharia, tanques e helicópteros, na ilha de Taiwan pode desencadear uma resposta vigorosa de Pequim.

Em seu artigo de opinião, o jornal estatal chinês Global Times teceu duras críticas à escolha incomum de aeronave.

“Eles querem tornar a aterrissagem de C-17 na ilha um fato que deve ser aceito pela China continental, abrindo o caminho para que os EUA e Taiwan intensifiquem ainda mais seu conluio”, lê-se no artigo.

Em outro artigo, Global Times citou Lu Xiang, um especialista em relações internacionais de um think tank apoiado pelo governo, que afirmou que a visita foi “a mais grave provocação” dos EUA desde que Joe Biden assumiu o cargo de presidente dos EUA, e que Pequim “não vai ficar de braços cruzados”.

Jornal aponta ainda que, segundo especialistas militares, os três senadores também estão dando cobertura para intercâmbio militar entre os EUA e a ilha.

Em meados de abril China instou os EUA que parem de brincar com fogo em torno de Taiwan.

China insta que os EUA “não brinquem com fogo na questão de Taiwan e parem de imediato qualquer forma de contatos oficiais entre os EUA e Taiwan, lidem com o assunto cautelosa e apropriadamente e não enviem sinais errados às forças independentistas de Taiwan para não influenciar subversivamente e danificar as relações sino-americanas, bem como a paz e estabilidade no estreito de Taiwan”, afirmou o porta-voz da chancelaria chinesa.

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