Bogotá, 2 de junho (Prensa Latina) Os senadores Ivan Cepeda e Antonio Sanguino liderarão hoje um debate sobre controle político no qual analisarão o papel de Cuba nos processos de paz na Colômbia e as agressões do governo contra o país antilhano.
O debate na Segunda Comissão do Senado tem como objetivo que o Governo colombiano responda sobre as obrigações internacionais do Estado em matéria de diálogos de paz, acordos e sua implementação, depois que o Alto Comissário para a Paz deste país sul-americano, Miguel Ceballos, aplaudiu a decisão dos Estados Unidos de incluir Cuba na lista de países que toleram o terrorismo.
De acordo com um comunicado de imprensa emitido pelos dois senadores, a ministra das Relações Exteriores, Claudia Blum, responsável pela manutenção das relações exteriores, também foi citada.
O texto lembra que desde os anos 80 Cuba tem sido um aliado fundamental da Colômbia na busca da paz porque não só tem feito todo tipo de esforços humanitários, abordagens e facilitações e tem atuado como país garantidor, como também tem emprestado seu território em muitas ocasiões para dialogar mesas e longos processos para alcançar acordos de paz, disse Cepeda.
Cepeda acredita que o governo de Iván Duque, e especificamente o comissário Ceballos, tomou o caminho do ataque a Cuba, o que também prejudicou o papel dos países garantidores e, em geral, os processos de paz na Colômbia e no mundo.
No debate de hoje, Ceballos deve especificar seu mandato como Alto Comissário para a Paz; informar quais iniciativas legislativas o governo apresentou desde sua posse e o estado atual de implementação do Acordo Final alcançado em Havana entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
‘Já solicitamos a renúncia do Alto Comissário Ceballos, vamos reiterá-la na terça-feira na Segunda Comissão’. Vamos dar os argumentos que demonstram que ele desnaturalizou a posição que ocupa’, anunciou Cepeda.
Ontem, segunda-feira, Cuba, através de seu Ministério das Relações Exteriores, emitiu uma declaração na qual rejeita sua inclusão na lista de nações que ‘não cooperam plenamente’ nos esforços anti-terroristas dos Estados Unidos.
Em 13 de maio, o Departamento de Estado norte-americano incluiu Cuba em sua lista unilateral, sob o pretexto da presença em Havana de membros da delegação de paz do ELN.
Cuba descreveu a acusação como frágil, desonesta, sem sentido e ‘facilitada pela atitude ingrata do governo da Colômbia’.
Nesse sentido, a nação caribenha denunciou que naquele mesmo dia Ceballos declarou publicamente que a decisão era um ‘endosso’ ao seu governo e ao seu ‘pedido insistente’ de que Cuba entregasse a guerrilha.
O que fica claro dos comentários de Ceballos é que a conduta do governo colombiano tem servido e facilitado os argumentos para os propósitos agressivos dos Estados Unidos contra nossa nação, denuncia o texto do Ministério das Relações Exteriores cubano.


