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Postado em 17/05/2020 10:06

Se não sair antes, Bolsonaro e seus milicianos não vão aceitar alternância de poder em 2022

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Sérgio Jones *

O historiador Aarão Reis faz um alerta e uma forte crítica durante a excelente e esclarecedora entrevista concedida à Marco Zero Conteúdo sobre a possível postura a ser adotada pelo presidente meliante, Jair Bolsonaro, na busca desesperada da reeleição dele.

O conceituado professor chama à atenção para o fato de que o Bolsonaro constituiu um dispositivo de milicianos e paramilicianos ligados às polícias militares que não vão aceitar a alternância de poder, em caso de derrota, no projeto de reeleição do atual presidente.

Daniel Aarão Reis, professor da pós-graduação em História na Universidade Federal Fluminense (UFF), especialista em revoluções socialistas no século XX e pesquisador das esquerdas e da ditadura de 1964 no Brasil.

Em um preciso resumo, ele traça um diagnóstico do que que pode vir a acontecer em 2022. Quando o desarticulado psicopata do Bolsonaro deverá colocar em ação o seu grupo de milicianos e paramilicianos para garantir a sua continuação no poder: “É um pessoal truculento, agressivo e está muito autoconfiante. Têm armas na mão e, provavelmente, vão usá-las se não forem dissuadidos”.

Ao longo da ampla entrevista, ele aproveita para fazer uma outra abordagem bem interessante: Ao questionar o fato de que todo mundo fala em derrubar o Bolsonaro, mas questiona, para fazer o que exatamente? Para voltar àquelas alianças com as forças do atraso?

Fala sobre a necessidade e o dever que as forças democráticas têm de apresentar um bem elaborado programa que seduza a população… E diz ter esperança que surja articulações voltadas para defender a educação pública, a ciência, e de não menos importância, que se crie políticas alternativas para enfrentar a indecente e imoral desigualdades, existentes no país.

Destaca ser esses itens como o grande desafio a ser enfrentados pelas esquerdas, caso essas alternativas não se efetivem na prática, garante que a situação ficará ainda pior. O que se acredita que não será nada confortável para a enferma situação social em que se encontra a nação e por extensão, o povo brasileiro.

*Sérgio Jones, jornalista ([email protected])

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