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quinta-feira, 25 julho, 2024

Saiba as 3 razões pelas quais China teme mudança de governo em Pyongyang

© AP Photo/ Ng Han Guan, File
O Japão convidou a China para desempenhar um papel mais importante na contenção do programa nuclear e de mísseis da Coreia do Norte, sendo que Tóquio busca conseguir o apoio do gigante asiático na luta contra o programa norte-coreano.
Presidente dos EUA, Donald Trump, durante a cúpula do G7, 27 de maio de 2017
© REUTERS/ DYLAN MARTINEZ
O novo lançamento de míssil balístico norte-coreano, realizado em 29 de maio, confirmou os temores de Tóquio de que poderia ser ela, e não os EUA, um dos primeiros alvos de Pyongyang caso um conflito armado de larga escala se irrompa. Fato importante, o míssil lançado caiu a uns 300 quilômetros da costa japonesa.
Em entrevista à Sputnik China, o especialista russo Valery Kistanov afirmou que hoje em dia os temores do Japão estão se convertendo em histeria a nível nacional. O analista assegura que os habitantes das regiões do país, banhadas pelo mar do Japão (também conhecido como mar do Leste), estão se preparando para ataques norte-coreanos contra as usinas nucleares e para o desembarque das tropas do país juche, indica Kistanov.
Tóquio entende toda a gravidade da situação e insiste que Pequim corte as relações comerciais com Pyongyang, já que o governo japonês considera ser esta a única fonte de sobrevivência do governo de Kim Jong-un.
A parte japonesa não quer que Pequim aumente a pressão já que, segundo Tóquio, é impossível solucionar o problema norte-coreano sem sanções chinesas.
O entrevistado acredita ser pouco provável que os chineses deem tal passo porque isto inevitavelmente resultará em um colapso e em uma crise econômica da nação juche. Kistanov assinalou que esta opção evidentemente não convém à China porque as implicações deste cenário prometem ser devastadoras.
Bombardeiro B-1B da Força Aérea dos EUA (foto de arquivo)
© AFP 2017/ DOD FILES
Inclusive, caso a mudança de poder na Coreia do Norte seja realizada de maneira pacífica, a China teme três coisas. Primeira, o problema das armas nucleares norte-coreanas e, segundo, o fluxo de refugiados do país juche à China.
A terceira causa parece muito mais preocupante para Pequim. Se a liderança norte-coreana não conseguir manter seu poder no país, surgirá um movimento de reunificação com a Coreia do Sul. Caso isto suceda, é possível que as tropas americanas apareçam junto à fronteira chinesa.
“Pequim não pode permitir que esta linha vermelha seja cruzada por alguém”, disse Kistanov.
Quanto à solução armada do problema norte-coreano, esta causaria uma catástrofe na região e os primeiros afetados pela represália de Pyongyang seriam o Japão e a Coreia do Sul.
“Embora os EUA estejam do outro lado do oceano, Tóquio e Seul enfrentam uma situação sem ganhadores possíveis”, resumiu.

Sputnik

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