Em declarações à agência de notícias TASS, divulgadas pelo Ministério das Relações Exteriores do gigante euroasiático, o vice-ministro descreveu as ações orquestradas pelos Estados Unidos em 3 de janeiro em território venezuelano como uma violação do direito internacional e da segurança de uma nação soberana.
Questionado sobre a disposição de Moscou em conceder asilo político ao líder sul-americano caso ele seja libertado, Riabkov enfatizou que qualquer cenário futuro só poderá ser considerado após a libertação de Maduro e Cilia Flores.
“O primeiro passo, sem o qual todo o resto permanece puramente hipotético, é a libertação de Maduro e de sua esposa”, comentou o diplomata.
Qual será o acordo futuro? Isso é uma questão à parte. E, neste momento, não há simplesmente motivo para discuti-lo, concluiu o vice-ministro.
Sob o pretexto de combater o narcoterrorismo, Washington lançou uma agressão militar maciça em 3 de janeiro em território venezuelano, com repercussões na capital, Caracas, e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
A operação terminou com o sequestro de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que foram transferidos para a cidade de Nova York, nos Estados Unidos.
Os locais atacados eram principalmente de interesse militar, onde estavam implantados equipamentos de defesa aérea e sistemas de comunicação, embora também tenham atingido áreas urbanas onde houve vítimas civis.
Desde então, as autoridades venezuelanas descreveram as ações de Washington como uma “agressão militar muito grave”, alertando que o objetivo “não é outro senão o de se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela, particularmente seu petróleo e minerais, numa tentativa de quebrar à força a independência política do país”.
Por sua vez, o Ministério do Interior, Justiça e Paz do país latino-americano confirmou que pelo menos 100 pessoas morreram na ofensiva militar, incluindo 32 combatentes cubanos que realizavam missões a pedido das forças armadas e de segurança venezuelanas.
A maioria da comunidade internacional defende a libertação de Maduro e de sua esposa e insiste que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu próprio destino sem qualquer intervenção externa.