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Postado em 06/08/2021 4:31

Resumo do enredo 

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Ricardo Mezavila

O Brasil elegeu um presidente da velha política, componente do grupo denominado baixo clero que atua nos porões do Congresso, votando em troca de migalhas; e que também é um ex-militar que foi expulso do exército por insubordinação, tendo sido declarado mau militar, de pouca inteligência.

Esse presidente foi eleito no rastro do sentimento antipetista iniciado em 2014 com a reeleição da Presidenta Dilma Rousseff, e que não foi digerida pela elite que se via incomodada com o pleno emprego e ascensão dos pobres aos meios de consumo, às salas de aula universitárias e aeroportos, que são signos e monopólio da elite branca.

Com discurso anticorrupção, de extermínio aos bandidos, ataques aos costumes e hábitos da velha política, guerra ideológica e pegando carona na lava jato, o candidato conseguiu atrair eleitores massificados pela campanha midiática contra o PT, cooptou simpatizantes dentro do grupo alinhado ao fascismo, ao preconceito e ao racismo estrutural, e ainda foi beneficiado por um falso atentado.

Amiúde, esse é um recorte do que foi aquele novembro de 2018, quando o Brasil elegeu um incompetente, em detrimento de um professor, ex-ministro da educação, que implantou a maioria dos Programas que permitiu a população do andar de baixo do edifício social, a conseguir diploma universitário.

Com mais da metade do mandato, o governo não avançou em nenhuma pauta popular, tendo servido a bandeja somente para os donos do capital. O garçom mandatário, mestre que é em negociar ‘chequinhos’ no submundodeixou o governo nas mãos de seus patrões que se encarregam de vender o país e, junto com seus filhos, estendeu as velhas práticas de corrupção para outros quintais, com o poder conferido pelo povo de se auto proteger.

Ironicamente, o presidente é useiro e vezeiro de tudo aquilo que falsamente combatia na campanha: Compõe com a velha política do Centrão, loteou cargos, criou ministérios para acolher aliados, tem ligações com bandidos milicianos, é corrupto contumaz.

De repente o mundo foi sacudido pela pandemia, e o Brasil ficou nas mãos de uma gente despreparada e corrupta, que viu uma oportunidade de ganhar fortuna com a compra de vacinas, mesmo que não existissem no mercado. Tendo nomeado militares para o primeiro escalão, o presidente é pressionado pelos políticos que pleiteiam o poder de decisão para negociar, e são eles que podem decidir, constitucionalmente, o seu destino.

Comprar vacina, fazer campanha de esclarecimento de protocolos contra o vírus, nunca foram prioridades do governo, que tem de saciar a fome de seus aliados militares e civis, que disputam internamente a hegemonia na ocupação dos gabinetes estratégicos, usando ostensivamente lobistas em contratos com empresas suspeitas, cujo representantes se reúnem em happy hour dentro de um shopping, para tratarem de assuntos supostamente oficiais.

Essa batalha de corruptos acendeu o sinal para que fosse criada a CPI da pandemia, que começou procurando responsáveis pela falta de vacina, mas acabou revelando um grande mar de lama correndo dentro do ministério da saúde, que respinga diretamente no presidente como uma goteira, que está crescendo e pode transbordar arrastando os vermes para o ralo.

 

 

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