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Postado em 07/11/2016 5:57

República Centro-Africana: Presidente Touadéra em Abidjan para atrair investidores

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Foto: Pedro Parente
Abidjan – O presidente da República Centro-Africana (RCA), Faustin-Archange Touadéra, iniciou nesta segunda-feira uma visita a Abidjan, Côte d’Ivoire, com o objectivo de atrair investidores, procurando tranquilizá-los sobre a segurança dos seus fundos no seu país.
Touadéra disse à imprensa que disposições foram tomadas para ajudar a reforçar a força das Nações Unidas no seu país, Minusca, com vista a assegurar a protecção de civis, após a partida das tropas francesas da força, Sangaris, formalmente oficializada a 31 de Outubro deste ano.
O presidente da RCA apelou para que a França permanece militarmente com 200 a 350 homens, numa unidade técnica de drones que foi desdobrada no seu país até Janeiro de 2017, cabendo também a essa missão   formar um exército nacional quase inexistente.
Sublinhou que o seu país luta para se recuperar do caos provocado por uma série de massacres sectários que iniciaram após o derrube em 2013 do presidente François Bozize pelos Séléka, essencialmente muçulmanos, e pela contra-ofensiva dos rebeldes anti-balaka, principalmente cristãos.
O presidente centro-africano foi acolhido pelo seu homólogo ivoiriense, Alassane Ouattara e deveria também encontrar-se com os dirigentes do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) para lhes apresentar “um programa integrado para a solicitação de fundos.
O referido programa concebido como um plano de saída da crise, será apresentado aos parceiros, sem, contudo, dar indicações sobre cifras.
“Viemos discutir com o BAD para apoiar a estratégia que nós apresentamos aos investidores (…). Devem ser mobilizados para o DDR (Desarmamento, Desmobilização, Reintegração), a reestruturação de nossas forças de defesa, a reconciliação nacional e a coesão social. Ele requer recursos “, acrescentou.
Prosseguiu que em breve o mesmo programa vai ser apresentado na conferência de doadores em Bruxelas.
A crise Centro-africana que se transformou num conflito sectário, é principalmente um problema do sub-desenvolvimento,  a ajuda de  alguns parceiros e doadores (… ) pode concorrer para a recuperação da vida das pessoas na República Centro-Africana.
Touadéra assegurou que deseja assimilar o processo DDR que foi bem sucedido na Côte d’Ivoire, acrescentando que obteve apoio do presidente Ouattara para que militares centro-africanos frequentem academias ivoirienses.
Informou que muitos concidadãos estão apreensivos com a retirada da missão militar francesa Sangaris na RCA, porque pode encorajar muitos chefes de guerra, ainda activos a desencadear actos de violência, como os registados nos últimos dias.

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2016/10/45/Republica-Centro-Africana-Presidente-Touadera-Abidjan-para-atrair-investidores,505e4404-708d-4e63-b19f-43a55c8cdd8e.html

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