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terça-feira, 16 dezembro, 2025

Rede de Solidariedade contra a pobreza em Honduras

Manágua (Prensa Latina) Quando o governo da presidente Xiomara Castro colocou em prática o programa Rede Solidária, a população em situação de extrema pobreza em Honduras começou a receber o que havia sido tomado por 12 anos por administrações neoliberais.
Por Yosbel Bullain Correspondente na Nicarágua
A iniciativa, descrita pelo Executivo como abrangente, está sendo implementada em mais de duas mil aldeias do país centro-americano, onde serão beneficiadas cerca de 400 mil famílias.
Recentemente, a chefe de Estado hondurenha destacou os esforços do governo para implementar esse programa, que, segundo ela, é o mais delicado de sua gestão, pois está voltado para os setores mais carentes.
A Rede Solidária não é um programa de caridade, mas de cuidado, prevenção e principalmente de apoio às famílias para que saiam das condições em que se encontram, explicou.
Da mesma forma, destacou a responsabilidade do governo em reconstruir o estado de direito e restaurar a confiança e a dignidade perdidas nos últimos 12 anos ao povo hondurenho.
Não falo de sonhos, mas sim de realidades e digo-vos que se há algo que me caracteriza é a palavra; quando o prometo, dou minha vida para cumpri-lo e muito mais quando é dada a este povo que tanto se sacrificou nos últimos anos, acrescentou.
Nesse sentido, lembrou que a referida iniciativa começou durante o governo do ex-presidente Manuel Zelaya (2006-2009).
Naquela época havia 1.027 aldeias onde havia pobreza extrema, mas infelizmente em 12 anos de governos neoliberais, hoje verificamos que a pobreza cresceu 17 por cento, disse ela.
ABORDAGEM ECONÔMICA
Para o analista político Alejandro Bonilla, a Rede Solidária não é um projeto assistencial como fizeram os programas neoliberais, que acabaram empobrecendo ainda mais os hondurenhos. “Está focado na recuperação econômica para que as pessoas possam progredir”, disse Bonilla em diálogo com a Prensa Latina.
O também militante do partido Libertad y Refundación (Libre) destacou que entre os objetivos do governo está incorporar, como parte vital do desenvolvimento econômico do país, milhares de pessoas que vivem na pobreza.
“Seu eixo fundamental é a criação de caixas econômicas rurais, a participação das mulheres, os bônus para idosos e pessoas com deficiência”, explicou.
Bonilla lembrou que os governos anteriores deixaram um índice de mais de 40% de pessoas na miséria, e a missão da primeira mulher presidente de Honduras é tentar erradicar a pobreza existente no país.
BENEFICIO SOCIAL
Para o governo do país dos pinheiros, a iniciativa Rede Solidária é de vital importância, pois dá continuidade à estratégia implementada pelo governo do ex-presidente Manuel Zelaya antes do golpe de Estado de 2009.
O projeto tem alto benefício social e é acolhido nas comunidades mais humildes do país, onde trabalham para melhorar as moradias e garantir a educação com a construção de escolas equipadas com livros didáticos.
Além disso, para os alunos com excelência acadêmica, o governo de Xiomara Castro concederá bolsas de estudo com vistas à continuidade dos estudos.
Da mesma forma, será garantida a devida atenção às mulheres grávidas, enquanto para as crianças menores de cinco anos com níveis de desnutrição, serão buscadas alternativas para ajudá-las a progredir.
Durante o lançamento do programa em 16 de novembro no departamento de Copán (nordeste), a presidenta hondurenha destacou a importância da alfabetização de adultos que nunca receberam educação.
Outra das possibilidades oferecidas pelo programa Rede Solidária é capacitar seus beneficiários para a formação de micro e pequenos negócios nas comunidades humildes da nação centro-americana.

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