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Postado em 27/01/2017 10:56

Quadro de saúde da ex-primeira-dama Marisa Letícia segue estável

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© DR
A esposa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marisa Letícia, segue em tratamento na UTI do Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, sedada e com pressão intracraniana controlada. De acordo com boletim médico divulgado no início da tarde desta quinta-feira (26), o quadro de saúde dela está estável.
Quadro de saúde da ex-primeira-dama Marisa Letícia segue estável
“A paciente Marisa Letícia Lula da Silva permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva após hemorragia cerebral. Está sedada e com a pressão intracraniana controlada. Segue estável e com o mesmo suporte intensivo”, diz a nota do hostital.

Marisa Letícia deu entrada no Sírio-Libanês, na tarde de terça-feira (24), com uma hemorragia cerebral em razão da ruptura de um aneurisma. De acordo com o Sírio-Libanês, ela passou por uma cirurgia endovascular – cateterismo – para o fechamento do aneurisma.

O ex-presidente Lula tem recebido várias mensagens em apoio e tem atualizado as informações sobre o quadro de saúde de sua esposa. Na tarde desta quinta-feria (26) ele publicou, em seu perfil oficial no Facebook, a nota do hospital onde a dona Marisa Letícia encontra-se internada.



Caso é grave, afirmam neurocirurgiões

Um neurologista renomado destacou que as possíveis sequelas que a ex-primeira-dama poderá vir a ter, após o AVC sofrido na terça-feira (24), só serão conhecidas quando ela sair do coma induzido.

Ainda segundo o neurologista, não é possível haver clareza sobre o que pode vir a acontecer, já que Dona Marisa teria demorado a ter um atendimento ideal, pois seu primeiro atendimento se deu em um hospital em São Bernardo do Campo. O sangramento então não teria sido contido imediatamente, e pode ter afetado alguma parte do cérebro, deixando sequelas. Contudo, o tratamento também pode reverter este possível quadro.

Pressão emocional

De 20% a 30% da população podem ter um aneurisma congênito, mas isso não quer dizer que todos apresentarão problemas como o sangramento. Isto pode acontecer em consequência de fortes pressões de ordem emocional.

Segundo o neuroradiologista do Richet Medicina & Diagnóstico, Márcio Vieira Peixoto Almeida, crises nervosas podem contribuir para uma maior possibilidade de casos como este, principalmente se a pessoa afetada sofrer de pressão alta. “Uma crise hipertensiva é um motivo possível, pois não sei se ela tinha pressão controlada ou não. Isso pode contribuir para um acidente vascular encefálico hemorrágico”, afirmou.

O doutor Almeida também acha muito precoce definir se Marisa poderia ficar com sequelas. “Ela pode sair sem sequelas ou o tratamento pode não ter resultado.” Mesmo assim, ele alerta para a gravidade de um caso de AVC hemorrágico.

Com informações do JB

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