Dessa forma, encontrei uma narrativa indígena recolhida por Couto de Magalhães, quando presidiu a Província do Pará (1864-1866). E em 2010, no 12º Salão do Livro para Crianças e Jovens, no Rio, o tukano Manoel Moura, líder do movimento indígena, me contou outra versão, que aqui atualizo do meu jeito. Foi assim.
O Jacaré matutou, ruminou e conjeturou:
Cutucada assim com vara curta, a Onça debochou da pretensão, mas topou. “Esse patriotário se ferrou” – refletiu, saboreando antecipadamente o sarapatel. O Jabuti levou então a outra ponta do cipó até a lagoa, colocou na boca do Jacaré, se afastou, gritou “Já” e escafedeu-se. Saiu de fininho e deixou as duas feras brigando cada uma sonhando em comer carne de tartaruga folheada a ouro, ambas derrotadas.
P.S. 1– Na quarta (8), no evento “Proíndio: três décadas de aliança com os povos originários”, uma roda de conversa sobre o Programa de Estudos dos Povos Indígenas da UERJ, que coordenei antes de me aposentar, fez um histórico das atividades de pesquisa, ensino e extensão.