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Postado em 01/11/2019 7:12

Povos indígenas na Colômbia pedem mobilização para a vida

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Bogotá, (Prensa Latina) Luis Kankui, assessor sênior da Organização Nacional Indígena da Colômbia (ONIC), hoje pediu uma mobilização nacional pela vida, exigindo que o Estado cumpra o Acordo de Paz.
Apelamos a toda a sociedade colombiana que se levante em defesa da vida, direitos e territórios a partir do próximo dia 8 de novembro, disse ele durante uma coletiva de imprensa que ocorreu após o assassinato de cinco nativos nas mãos de grupos armados do departamento de Cauca

Na opinião de Kankui, ‘esses fatos são a continuidade do genocídio indígena denunciado pelo ONIC, sem ter a resposta esmagadora do governo nacional’.

Continuaremos a defender a vida, a paz e o território dos povos indígenas. Rejeitamos o massacre de que nossos irmãos foram vítimas, o que ocorre no âmbito do genocídio de que os povos nativos são vítimas da não implementação do Acordo de Paz (assinado em 2016 pelo Estado e pela antiga guerrilha das FARC-EP).

O não cumprimento dos acordos está levando a um aumento no cultivo de maconha e coca em todo o território nacional. As autoridades e guardas indígenas em seus exercícios de controle territorial e a autonomia enquadrada nas leis de origem, na constituição nacional e nos decretos internacionais foram perseguidos, ameaçados, mortos e massacrados, destacou.

Por esse motivo, o ONIC exigiu que o Estado ‘parasse o sangramento dos povos indígenas que se configuram em genocídio e, em virtude disso, adotasse as medidas necessárias para superar a grave situação de emergência humanitária, social, econômica e cultural sofrida e implementar o Contrato’.

‘Exigimos o acompanhamento de uma missão de verificação de genocídio para testemunhar todos os efeitos experimentados devido às políticas de conflito armado, extrativismo e desenvolvimento do Estado’, afirmou.

Ele também exortou os povos indígenas a aprofundar as ações que permitem o fortalecimento de seu próprio governo nos territórios, a implementação do capítulo étnico pela paz e a consolidar alianças estratégicas com outros processos organizacionais e sociais para assumir conjuntamente os desafios e desafios.

Apelamos a coordenar o diálogo para a erradicação de culturas para uso ilícito presentes nos territórios nativos, acrescentou.

Este governo está nos trazendo de volta à guerra. Os povos indígenas do país não estão sozinhos, disse Aida Avella, da Comissão de Paz do Senado, na conferência de imprensa.

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