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sexta-feira, 7 agosto 2026

Polícia argentina usa balas e gás lacrimogêneo para reprimir protestos contra a lei de Milei

Agentes da Polícia Federal argentina, incluindo um à paisana, disparam contra manifestantes em Buenos Aires, em 6 de agosto de 2026. Foto: EFFE

HispanTV – Confrontos entre a polícia e manifestantes deixaram pessoas feridas e presas em protestos em Buenos Aires contra a proposta de Lei sobre a Inviolabilidade da Propriedade Privada.

Segundo relatos da mídia local, a capital argentina vivenciou forte tensão social e repressão policial na quinta-feira nas proximidades do Congresso Nacional, quando, ao final da concentração de uma grande massa de pessoas mobilizadas, ocorreram confrontos entre grupos que ainda estavam na Praça dos Congressos e em trechos da Avenida de Maio.

Uma fotojornalista sofreu um traumatismo craniano com sangramento significativo. Representantes do Sindicato da Imprensa de Buenos Aires e da Associação de Repórteres Gráficos da República Argentina a acompanham até o Hospital Dr. Argerich, onde ela está sendo submetida a exames de imagem devido ao traumatismo craniano, informaram ambas as entidades.

“Ela foi atingida na parte de trás da cabeça. Ela teve um sangramento significativo na cabeça e no ouvido. Por isso, a transferência foi urgente, já que se tratava de um traumatismo craniano”, disse um dos paramédicos do Serviço de Atendimento Médico de Emergência que a atendeu, em entrevista ao canal C5N.

Um homem também ficou ferido no olho, e a polícia informou que três policiais sofreram ferimentos. Além disso, doze pessoas foram detidas preventivamente.

“Todos eles têm que sair”, era o grito viral contra o governo após a repressão no Congresso, em alusão aos governantes atuais.

Enquanto tudo isso acontecia nas ruas, dentro do Senado um debate tenso e acalorado continuava sobre o projeto de lei do Executivo, que o partido governista conseguiu levar à apreciação do Senado após eliminar o capítulo sobre a propriedade estrangeira de terras argentinas, o mais controverso e rejeitado.

No entanto, o texto restante inclui seções que também são controversas, como o regime de expropriação, a flexibilização da Lei de Gestão de Incêndios para permitir o uso – e, na verdade, a venda – de terras florestais queimadas, e possibilita despejos expressos de inquilinos endividados.

O protesto em massa foi convocado com o slogan: “A terra não está à venda, não deve ser queimada, não deve ser despejada”.

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