Foto de Marcello Casal Jr – Abr
Pix Internacional deixou de ser uma promessa distante e passou a ocupar o centro do debate sobre o futuro dos pagamentos globais.
Monitor Mercantil*
O projeto Nexus, que foi liderado pelo Banco de CompensaçõPix Internacional deixou de ser uma promessa distante e passou a ocupar o centro do debate sobrees Internacionais (BIS), prevê a conexão do Pix a sistemas de pagamento instantâneo de cerca de 60 países, viabilizando transferência internacional de valores em tempo real sem a dependência do Swift (controlado pelos EUA) ou dos cartões de crédito internacionais.
O movimento ganhou ainda mais projeção depois que representantes do governo norte-americano passaram a criticar publicamente a expansão do sistema brasileiro, sinalizando o peso geopolítico da iniciativa. Para o mercado de pagamentos, a leitura é clara: trata-se de uma ruptura estrutural com décadas de modelo intermediado.
A trajetória do Pix Internacional já estava desenhada desde 2021, quando o Banco Central do Brasil o inseriu na Agenda Evolutiva do Pix, ao lado de funcionalidades como Pix Saque/Troco, Pix Agendado e Pix Automático. A progressão foi natural: uma vez consolidada a infraestrutura doméstica, a interligação com sistemas internacionais de pagamento instantâneo tornou-se o passo seguinte.
O Brasil acumula hoje uma corrente de comércio de US$ 96,87 bilhões com a China, com mais de 33% das exportações nacionais destinadas ao país, e é membro dos Brics. Esse contexto posiciona o Pix Internacional não apenas como inovação tecnológica, mas como instrumento de política comercial.
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O Pix transformou a forma como o Brasil pensa pagamentos, e o Pix Internacional vai transformar a forma como o Brasil se conecta ao mundo. O que está em jogo não é apenas a redução de custos de transação, mas a reconfiguração do papel do país nas cadeias globais de valor. Para o mercado de pagamentos, isso significa um novo ciclo de adaptação, de oportunidades e, inevitavelmente, de pressão sobre modelos que antes pareciam consolidados.
José Tadeu Bijos, CEO e presidente da Multipagamentos


