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Postado em 20/07/2020 8:02

Petrobrás comemora entrega de quatro plataformas da Bacia de Campos para multinacional

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Neoliberais que estão desmontando a Petrobrás chamam venda de “otimização de portfólio”
A gestão bolsonarista da Petrobrás continua a aproveitar a pandemia para “passar a boiada”, como é da lógica deste governo. Ontem, a companhia anunciou a conclusão da entrega de quatro plataformas da Bacia de Campos: a PPM-1, a P-08, a PCE e P-65. Elas fazem parte do pacote de dez campos à venda pela empresa, que abrangem os Polos Pampo e Enchova. Os novos donos de 100% um negócio que poderia dar lucro para o país por muitos anos é a Trident Energy do Brasil, subsidiária da multinacional Trident Energy L.P.
A empresa comemorou a entrega em posts nas redes sociais, com o requinte de crueldade de divulgar foto com chave simbólica da plataforma passada às mãos dos novos proprietários. Vídeo divulgado pelos trabalhadores mostra o último voo de petroleiros da Petrobrás, deixando a P-08, tendo que ainda serem submetidos a uma mensagem de “agradecimento” da gestão da companhia pelos serviços prestados na unidade.
Os neoliberais que estão desmontando a Petrobrás chamam a venda de “otimização de portfólio”, para “melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultra-profundas”. De acordo com a Petrobrás, a produção total de óleo e gás desses campos, de abril a junho de 2020, foi de cerca de 22 mil barris de óleo equivalente por dia, através das quatro plataformas que agora se tornam privadas.
“A operação foi concluída com o pagamento de US$ 365,4 milhões para a Petrobras, após o cumprimento de todas as condições precedentes, e considerando ajustes previstos no contrato e outras condições posteriormente acordadas entre as partes, e prevê o pagamento contingente de um valor adicional de US$ 650 milhões, incluindo US$ 200 milhões divulgados em 24/07/19. O valor recebido no fechamento da transação se soma ao montante de US$ 53,2 milhões pagos à Petrobras na assinatura dos contratos de venda, totalizando US$ 418, 6 milhões”, afirma a empresa, atestando o crime de entregar um patrimônio que, além de estratégico, vai gerar lucro muito maior do que o valor recebido pela venda — do contrário, não teria interessado a uma empresa privada.
Fonte: FUP

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