“O Presidente da República representa a unidade nacional perante o mundo, o que Trump [Donald] fez contra mim e minha família não é apenas um ato de profunda grosseria, mas um insulto à nação colombiana, uma humilhação”, escreveu ele em sua conta nas redes sociais.
Recentemente, o governante foi alvo de sanções dos Estados Unidos, sendo incluído, juntamente com seu filho Nicolás e sua esposa, Verónica Alcocer, em uma lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
Petro atribuiu a aplicação da medida punitiva ao Secretário de Estado da nação do norte.
“Aconselhado por Rubio, e Rubio aconselhado por sua equipe na Flórida, que recebeu políticos colombianos ligados por laços familiares e diretamente à máfia da cocaína, ele deixou uma marca indelével que, assim como o roubo no Panamá, jamais será esquecida pelas futuras gerações de colombianos e latino-americanos”, comentou.
Na véspera, o presidente colombiano também apontou Marco Rubio como responsável pelo fracasso da Cúpula das Américas, que foi adiada devido a “profundas divergências” entre os países da região, segundo o governo da República Dominicana, onde o encontro seria realizado.
Segundo o presidente, o fracasso do Secretário de Estado “deve-se ao desejo de realizar uma Cúpula das Américas excluindo países, cegado pelo ódio ideológico”.
Durante semanas, Petro afirmou que não compareceria à reunião.
Anteriormente, ao destacar a vitória de Cuba na Assembleia Geral das Nações Unidas, onde 165 países apoiaram a ilha em sua reivindicação de suspender o bloqueio imposto pelos governos de Washington por mais de 60 anos, o presidente também criticou o desempenho do funcionário.
“Marco Rubio tornou-se um obstáculo sectário ao encontro pacífico entre os Estados Unidos e as Américas. Os Estados Unidos ficaram isolados na ONU com a votação sobre o bloqueio contra Cuba: 165 países a favor do fim do bloqueio, apenas sete cavaleiros do Apocalipse a favor”, escreveu ele.