Segundo o que ele afirmou em sua conta nas redes sociais, essas políticas contra o narcotráfico não agradam à máfia equatoriana e seus políticos, e acrescentou que a sabotagem dessas medidas é generalizada e conta com a ajuda de alguns policiais corruptos nos Estados Unidos e na própria Colômbia.
O presidente afirmou então que as armas usadas para matar civis no departamento de Cauca, no sudoeste do país, vêm do Equador e que munições e explosivos entram pela fronteira.
Ele também afirmou que, embora seja acusado de ter supostos vínculos com gangues criminosas, quem realmente possui esses vínculos e os utiliza são políticos equatorianos.
“Eles tentaram dividir e acabar com o processo de paz no sul da Colômbia explodindo laboratórios, causando dezenas de mortes de civis, e exigiram a extradição para a Colômbia daqueles que estão promovendo a paz, esquecendo-se de que eu já extraditei 800 pessoas, incluindo 15 equatorianos”, disse ele, referindo-se ao país vizinho.
Ele enfatizou que o objetivo é hostilizar militarmente e intensificar o conflito para sabotar as eleições e garantir a vitória do candidato do ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010).
“Sei que setores da extrema-direita na Colômbia, que viajaram para Miami e Quito, elaboraram uma espécie de estratégia para que a extrema-direita de Uribe vença as eleições com seu candidato, esquecendo-se de que essa extrema-direita colombiana é a principal aliada do narcotráfico colombiano”, afirmou ele em seu pronunciamento.
Por isso, enfatizou ele, procuram destruir o processo de paz com algumas organizações armadas na Colômbia que decidiram desmantelar as economias ilícitas, especialmente no sul do país.
Segundo Petro, as ações do Equador “acabam com o comércio legal para que o comércio ilegal permaneça”.
O presidente colombiano também considerou que o que o presidente equatoriano, Daniel Noboa, fez foi usar a Colômbia e seu governo para desviar o debate dos poderosos políticos equatorianos ligados ao narcotráfico.
“É essa ligação entre política, poder e narcotráfico que aumenta o poder dos traficantes e a violência, razão pela qual o Equador se tornou o maior exportador mundial de cocaína e tem uma taxa de homicídios duas vezes maior que a da Colômbia”, escreveu ele.
As tensões entre os dois países têm aumentado há semanas, tanto na esfera comercial quanto na diplomática.
Recentemente, Petro declarou que entrará com um processo criminal contra Noboa por difamação, após este insinuar que o presidente colombiano teria tido contatos com o narcotraficante conhecido como Fito.