Em sua conta nas redes sociais, o presidente afirmou que “a livre decisão do povo colombiano é respeitada”, em resposta à declaração do legislador de que os Estados Unidos poderiam não reconhecer os resultados das eleições, que acontecem em apenas 10 dias.
Moreno, de origem colombiana, declarou ontem em entrevista que “se a Colômbia, Deus nos livre, tomar o caminho errado, o que veremos é que todos os maus atores que estão atualmente em Cuba, Venezuela e Nicarágua migrarão para a Colômbia”.
Embora não tenha mencionado nomes nem partidos, suas palavras pareciam buscar um efeito dissuasor sobre o voto que apoia a esquerda, cujo principal expoente é Iván Cepeda, que lidera as pesquisas de apoio popular.
Ele também enviou uma mensagem aos candidatos Paloma Valencia, da direita, e Abelardo De la Espriella, da extrema direita.
“Esta é uma disputa a três; os dois candidatos, que estão em grande parte alinhados dentro de uma margem muito estreita, devem estar completamente unidos logo na segunda-feira, 1º de junho”, assumindo que nenhum dos concorrentes obtenha 50% mais um dos votos válidos em 31 de maio e que um segundo turno seja necessário, no qual Cepeda já teria sua vaga garantida.
Moreno está registrado como observador internacional para as eleições presidenciais colombianas e, como ele mesmo mencionou, espera retornar ao país em 7 de agosto, dia da posse do próximo presidente eleito, liderando uma delegação dos EUA que participará da cerimônia.
A campanha presidencial na Colômbia é marcada por alegações de interferência estrangeira.
O próprio presidente Petro pediu, há dois dias, uma investigação sobre a existência de uma suposta rede internacional que buscaria influenciar os resultados das eleições.
O presidente fez alusão a reportagens da imprensa que expõem ações de atores ligados ao narcotráfico, à extrema-direita e a redes estrangeiras com interesses políticos na região, com o objetivo de sabotar líderes progressistas.
“Foi noticiado por veículos de imprensa sérios em todo o mundo que o Sr. Orlando Hernández, creio que seja esse o nome, ex-presidente de Honduras e narcotraficante, foi libertado da prisão simplesmente por causa do dinheiro que recebeu do Sr. Netanyahu (Benjamin). Eles juntaram o dinheiro para construir uma série de redes de comunicação cuja missão é destruir os governos do México e da Colômbia”, afirmou.
Ele também alertou que agentes estrangeiros teriam ligações com outras pessoas em território sul-americano, incluindo políticos e empresários, cuja missão seria interferir e alterar o resultado das eleições.