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quinta-feira, 25 julho, 2024

Pesquisador desbrava o caminho milenar dos povos originários da América do Sul

A rede de estradas dos incas, guaranis e outras etnias vira tema de livro do professor da UFPel (Foto: Arqueo & Espírito)

Um notável sistema de estradas desenvolvido pelos povos ameríndios há milênios ainda é desconhecido da imensa maioria dos brasileiros. É conhecido como o “Caminho de Peabiru”. Tem ramificações no BrasilParaguaiBolíviaChilePeruEquador. Agora, após cinco anos de estudo, o jornalista, pesquisador, escritor e professor de Jornalismo na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Carlos Dominguez está lançando Peabiru – Do Atlântico ao Pacífico, pelo mítico caminho sagrado.

O significado integral do termo “Peabiru” ainda é discutido, mas todas as versões coincidem em parte, garantindo o sentido de “rota”, “caminho” ou “rumo”. Mescla de narrativa jornalística com investigação científica, o livro recua milhares de anos até as civilizações andinas prosseguindo até o desembarque dos primeiros europeus no Sul do Brasil.

Brasil de Fato RS entrevistou o autor, mais conhecido como Cadré e assim será tratado nesta conversa animada, onde nos conta sua imersão nas jornadas milenares de incas, guaranis, chimus, mochicas e outros povos originários pelas trilhas do continente. A entrevista é um resumo da live de Katia Marko e Marcos Corbari com o autor.

Carlos Dominguez (Foto: Charles Guerra)

A entrevista de Marcos Antonio Corbari e Katia Marko foi editada por Ayrton Centeno e publicada por Brasil de Fato, 28-05-2023.

Eis a entrevista.

No ano passado, estive no Peru, em Cusco, e eu fui ao Templo da Lua, por onde passa o caminho de Peabiru. Muita gente nunca ouviu falar sobre isso. Como te interessou buscar essa história?

É uma história muito antiga. Pode-se começar a falar em caminho de Peabiru dois mil anos antes de Cristo, desde a formação das primeiras civilizações na região norte e central do Peru. Diversas populações ergueram coisas impressionantes. Mais modernamente, os Incas – apesar da gente falar dos Incas como algo muito antigo, eles são de 1400 e pouco – ergueram aquele gigantesco império. E uma das coisas que os Incas aproveitaram dessas outras civilizações foram as estradas. Eles têm ligações que atravessam o continente. Em quíchua chamam Qhapaq Ñan. Essas estradas se estendem do Equador ao Chile, entrando na Bolívia. Era uma civilização dos Andes, que vivia muito em função da cordilheira, porém chegou no Brasil pelo sul da Argentina. Aqui, nas terras baixas, nossas populações indígenas também ergueram as suas civilizações. Qual é a grande diferença? Nas montanhas da cordilheira, teu material construtivo é pedra. Na região, tanto do Paraguai quanto do Brasil, a tecnologia era outra.

caminho do Peabiru tinha vários ramais. Não se pode pensar que é uma única estrada. É um sistema de vias, que tem o tramo principal e tem outras saídas. É o natural do ser humano. Ele precisa transitar. Se transita muito em uma direção, estabelece o caminho por onde é mais fácil, menos sofrido, tem os pontos de parada, onde tem água. O caminho do Peabiru no Brasil foi redescoberto em 1971 pelo arqueólogo Igor Chmyz, do Paraná. Tinha 1,40 metro de largura por uns 30/40 centímetros de profundidade. Era suficientemente largo pra se passar a pé e coberto com uma graminha que formava um tapete verde e impedia que outra vegetação nascesse ali. Ela largava sementinhas que grudavam na roupa, nas pernas das pessoas que passavam e iam espalhando essa semente. No Paraná, na região de Pitangas, um local ainda tem esse caminho. Visitamos os poucos trechos que existem. Chmyz conseguiu caminhar por mais de 30 quilômetros porque era uma época pré-soja. Hoje em dia, em alguns lugares que as lavouras não devastaram completamente, ainda se encontra algum vestígio.

Caminho de Peabiru (Foto: Pedra do Índio Botucatu)

Ele começa em Santa Catarina?

Em Santa Catarina, sai da região de Barra Velha, próximo ao rio e sobe aquela serra na direção do Paraná. Tem um outro ramal importante que sai da antiga população de São Vicente, no litoral de São Paulo. Esses dois ramais se encontram no Paraná e adentram o Paraguai. Segue em direção ao Peru até o lago Titicaca. Daí existem vários ramais até o litoral peruano, passando por Cusco e rumando ao Equador. É o trajeto. Muito bem preservado na parte andina até por ser feito em pedra e também por outro motivo importante: é uma política de governo. É o projeto Qhapaq Ñan, do Ministério da Cultura do Peru, para preservar e detalhar todos os sítios arqueológicos dos caminhos…

Lá na região andina ele é preservado, e aqui não, e isso eu gosto de debater, da necessidade de que haja uma tentativa… O Peabiru tem alguns ramais principais, mas também uma série de outras vias que se interligam. O Paraná é um estado importante porque era o melhor caminho. E aí vem o ramal (paulista) de São Vicente, uma povoação antiga que já era um aldeamento Guarani mil anos atrás. Chega ao rio Paraná e segue próximo ao rio Paraguai, em direção a Santa Cruz de La Sierra já na Bolívia, no altiplano, antes de cruzar os Andes. Depois tem os caminhos que cruzam os Andes, as quebradas como chamam em castelhano… Ele entra na Bolívia, vai até a região do Titicaca, o centro das civilizações andinas, e segue até Cusco, após ao norte do Peru e à região acima no Equador e por aí afora.

No Peru, há dois ramais, um mais perto da cordilheira e outro pelo litoral. Essas duas civilizações, as das terras baixas e as andinas, se intercambiavam de todas as formas. Faziam guerras. E aí tem os relatos dos cronistas da época da conquista, o principal é Garcilaso de la Vega, filho de uma princesa inca com um dos espanhóis conquistadores. Ele escreveu o principal livro sobre a queda de uma civilização e a entrada de outra. Muitas vezes, os incas se chocaram com os guaranis, no caso os chiriguanos como chamavam, que são aqueles que sentem frio. Tinham muitas brigas, mas também trocavam mercadorias.

Quando chegaram os primeiros portugueses e espanhóis no litoral, uma caravela naufragou na costa de Santa Catarina. Oito náufragos se estabeleceram ali, no continente, não na ilha. Foram salvos pelos guaranis. Um dos náufragos se chamava Aleixo Garcia. Ficou naquela comunidade, vivendo bem, muita comida, água, casou com a filha de um chefe, constituiu família… E o que mostraram para ele e os outros que estavam lá? Objetos de ouro e prata finamente trabalhados que vinham de onde? Isso era 1521, antes da chegada dos espanhóis no norte do Peru, bem antes, esses objetos vinham de uma civilização que morava numa grande montanha. Já sabiam da existência.

O que Garcia fez? Organizou uma expedição e foi pelo Peabiru. Foi o primeiro europeu a fazer o caminho. Saquearam as bordas ali na Bolívia, perto de Potosí, onde tem a mina de prata. No meio do caminho, foram atacados pelos índios Paiaguás e Garcia morreu. Ele é um desconhecido para a historiografia brasileira mas no Paraguai tem estátua. Foi o primeiro europeu que chegou próximo ao império inca, muito antes de chegar (Francisco) Pizarro. Depois veio o (navegador espanhol Alvar Nuñez) Cabeza de Vaca. Desembarca de navio na área que hoje é Florianópolis e vai a pé até Asunción, também pelo Peabiru. Um mercenário alemão, Ulrich Schmidl, fez o caminho ao contrário: saiu de Asunción e foi até São VicenteAleixo Garcia demorou uns seis meses andando para chegar lá. Em determinados lugares existem gravuras rupestres que marcam o caminho. Eram as placas de trânsito da época, os lugares mais propícios para parar, em períodos de grandes chuvas não se podia seguir. Chmyz diz que o caminho é realmente quase pré-histórico.

Eu estava na ilha de Campeche, local do país com mais gravuras rupestres e indecifráveis até hoje, a maior parte delas voltadas para o mar, e o guia daquele lugar, disse: ´A universidade veio aqui, eu acompanhei, uma série de caciques e eles olharam essas gravuras (e disseram), isso aqui é tudo da nossa cultura, porque indica que passava esse caminho do Peabiru`. Nunca tinha ouvido falar desse caminho. E a pessoa a que mais agradeço é a jornalista que vive hoje em Florianópolis, Rosana Bond. Se não fosse ela, que já escreveu três livros sobre o Peabiru, eu não conseguiria fazer nada. Ela me deu muitas dicas e disse que a história do Peabiru é tão fascinante que as pessoas viram “peabirutas”…

Já que falamos de “peabirutas”, você me falou muito dos personagens que estava encontrando. Temos aqui personagens que estão nos livros, estão nos vestígios, e gentes que foi encontrando ao percorrer esses meandros. Fala de quem você encontrou nesse caminho.

Na verdade, esse livro conta a história das pessoas que, por alguma maneira, se relacionam com o caminho do Peabiru. Pessoas que pesquisaram, jornalistas como a Rosana Bond, o Paulo Markun que fez um livro sobre Cabeza de Vaca, o Eduardo Bueno que é uma pessoa que é fissurada na questão…Rosana foi a pessoa mais fantástica pelo conhecimento que compartilha com todo mundo. Já é tipo totem sagrado aqui no Brasil sobre Peabiru. E também fui por outros caminhos.

Arqueólogos que fazem esse trabalho minúsculo que quase não tem reconhecimento, mas vão de sítio em sítio arqueológico para conseguir desvendar de uma forma técnica, digamos assim, como era a vida dessas pessoas. Conversei com o Pedro Ignácio Schmitz, principal arqueólogo aqui do Rio Grande do Sul, lá do Instituto Anchietano, de São Leopoldo. Ele tem um conhecimento fantástico. É uma das pessoas que mais fez pesquisa arqueológica no Brasil.

Tive a sorte de encontrar – e isso me abriu outra linha de investigação – a Patrícia Bustamante, pesquisadora no Cenargem, o centro de pesquisas na área genética da Embrapa. Pesquisando na internet, me cai um artigo da Patrícia, resultado da tese dela de doutorado, onde juntou esse possível trajeto do caminho do Peabiru com a dispersão do milho no continente americano. Existe milho arqueológico. Quando fazem as escavações, eles encontram essas sementes que se preservam em determinados ambientes e que tem dois ou três mil anos. Fazendo a pesquisa pelo DNA dessas sementes, ela chegou a um mapa da dispersão, foi pegando sementes de milho em diversos locais e a dispersão tinha a ver com o caminho do Peabiru. Ela também me indicou outros colegas dela que trabalham com essa questão da dispersão do milho e de outras espécies, como o amendoim. Tudo afunilou no uso do caminho para trocas entre as populações das terras baixas e as andinas. Como tinha na alimentação dos incas uma coisa como amendoim que só é daqui? Como chegou lá? Eles comem amendoim, mas lá não tem. Havia um fluxo.

Qual é o problema? Na nossa história tem aquela bula papal dizendo que aqui é uma terra vazia, que não tinha ninguém, para justificar tanto o genocídio como a conquista e a exploração. Se não tem ninguém posso pegar pra mim. Porque não falamos no caminho do Peabiru? Porque isso vai de encontro a essa visão míope da historiografia oficial, que conta a nossa história a partir da chegada de portugueses. O Eduardo Bueno conseguiu popularizar (a questão) um pouco com os livros dele. Nas civilizações andinas, são muito mais arraigados a sua cultura, então a situação lá é um pouco melhor…

A gente conhece a história da civilização inca muito mais pelo olhar dos espanhóis. Visitei vários lugares em Cusco, fui a Machu Picchu, e são muito incríveis as construções, o sistema de irrigação, a agricultura, toda a produção, e a questão espiritual também que eles tinham, de terem os espaços pra espiritualidade, os sacerdotes, as sacerdotisas, de ter uma ligação muito profunda também com o espiritual…

É bem forte esse caráter da espiritualidade que envolve o caminho do Peabiru. Os Guarani ainda viviam o sagrado, não era algo separado da gente. Isso foi uma coisa que aconteceu durante a revolução industrial na Europa, que separou o sagrado do cotidiano. Conversei com chefes espirituais guaranis. Para eles, caminhar é um ato sagrado. O caminhar é sagrado, porque é caminhando que tu interages com todas as criações dessas divindades. Eles tem um mito fundador que é a busca por Ivimarei, que é a terra sem males, e saíram lá do meio do continente e vieram até o litoral do Brasil.

Há aldeias deles desde aqui no Rio Grande até o norte do Espírito Santo. Ali é Iviporã, o local em que eles tem que ficar esperando para serem chamados e irem para a terra sem males. Irem ainda vivos. Eles conseguem passar pela morte para ir para Ivimarei, onde não há fome, doença e guerra e convivem com seus ancestrais. Seria algo em direção ao mar. Isso explica um pouco essas gravuras rupestres lá na ilha de Campeche. Dá um sentido se você pega a mitologia guarani.

Pelo outro lado, lá no altiplano, tem aquelas populações que começaram as civilizações muito antiga. Vem de cinco mil anos a cidade de Caral, das mais exploradas arqueologicamente, ou Trujillo, no norte do Peru, com os mochicas que tem coisas espantosas. Tem o mito de Naylamp. É o herói civilizador. Chegou de barco tocando as molus sagradas, que são aquelas conchas, e que trouxe a civilização para o norte do Peru.

cultura Mochica é de antes de Cristo. Eles ergueram pirâmides gigantescas que ainda estão lá. E também tinham isso dentro dos mitos de traçar um caminho. A principal divindade das religiões incaicas é Viracocha, que teria saído do lago Titicaca e mandado emissários para as quatro direções. Por isso que o império Inca, o Tawantinsuyu, é o império das quatro direções.

Todo o sistema de cosmogonia incaica era extremamente elaborado. E eles traçaram esses caminhos a partir de Cusco em todas as direções. E uma das direções era para cá.

Dentro dessa história do caminho do Peabiru, tem o caráter de ser uma rota sagrada. É o caminho do sol. Se você olhar a Via Láctea, é aquela linha que a galáxia faz, então está ligado aos costumes e a todas as crenças, porque tem o caminho do sol. Uma Opy sagrada, que é a casa de reza do guarani, está sempre colocada com a porta para o Leste onde nasce o sol e as costas para o Oeste.

Os Guarani tem esse caráter de seguir o caminho do sol, assim como as civilizações (mais antigas). Não digo só os incas, porque muitos vieram antes dos incas. Os incas englobaram tudo porque foram conquistadores. É semelhante à Roma. Se você quer entender os incas, tem que pensar em Roma que pegou tudo que tinha das outras civilizações. Os romanos beberam na civilização grega em termos de cultura. Os incas beberam junto aos chimus que viviam no Norte, que faziam um artesanato maravilhoso em ouro.

Quando se fala “o império”, a gente pensa em guerra. Mas nem toda a conquista inca foi através de guerras. Havia algo de colaboração também, das civilizações quererem estar integradas aos incas.

Eles usavam primeiro a diplomacia. Os emissários iam até os chefes locais e diziam: ´Se vocês querem fazer parte do império, só tem que aceitar a lei incaica e pagar os tributos e não será necessária a guerra`. E muitas nações simplesmente se incorporavam ao império inca. Porque os incas ofereciam uma infraestrutura que eles não tinham, tanto de forma administrativa, quanto de tecnologia, de medicina, quanto nas próprias estradas, os famosos chasques que eram o serviço de correio. Era algo que eles tinham a oferecer. Muitas pessoas viviam ali e bem, quem se casava ganhava uma casa e uma área de terra para produzir, as Ayllus, que eram os regimes comunitários, que até hoje existem lá.

O que acho fantástico é que tanto os guaranis quanto os incas cultivam uma forma de viver harmônica que preserva o ambiente. Os guaranis dizem: ‘A gente está aqui há dois mil anos. O problema que a gente tem é vocês que vieram pra cá’. Só que são tão sábios que dizem: ´A gente está aqui ainda porque espera conseguir ensinar a vocês, brancos, os giruás que chegaram aqui, que está errado do jeito que vocês estão fazendo. A gente está aqui pra mostrar pra vocês a maneira certa de viver aqui`. Eles tem o nosso resgate como uma missão. Acho isso lindo.

A gente fala muito das veias da nossa América Latina, relembrando Galeano. Seria o Peabiru as artérias de onde essas veias derivam?

Ótima imagem. Fiz o meu caminho do Peabiru mental que foi seguindo as populações guaranis da aldeia que tem aqui, o Portal do Mar, entre Rio Grande e Pelotas, e fui até a Pedra Grande, em São Pedro do Sul. É um sítio arqueológico espetacular. Depois Caemborá, que fica ali na quarta colônia de Santa Maria, tudo com gravuras rupestres. É um caminho vindo dos guaranis.

O que essa pesquisa, essa grande reportagem, influenciou na tua vida? Mudou alguma coisa?

Mudou tudo. Sou outra pessoa. Não sei se para melhor ou para pior. Eu fiz o meu caminho do Peabiru porque estava olhando para mim mesmo, refletindo sobre as coisas que fiz durante toda a minha vida. Tem um lado muito afetivo, porque o meu pai é de origem paraguaia, o seu Bernardino Dominguez. Ele me incutiu o desejo de conhecer o nosso continente, a nossa realidade.

O mais interessante numa reportagem é que tu mudas primeiro a ti mesmo, a primeira pessoa que recebe aquela influência. O bom da reportagem é ver o que nunca tinhas visto e conhecer quem nunca se imaginou sequer que existisse. É um aprendizado que se traduz depois nas realizações, como agora da impressão do livro. Eu dou uma disciplina também, desde que estou aqui na UFPel, que se chama Temas Latino-Americanos, onde abordo todas essas questões que falamos aqui, da nossa história, dos problemas de hoje e mostrando a raiz histórica desses temas. É horrível aquele sentimento de inferioridade que se tenta nos passar ´Nós somos ruins porque nós somos ruins`. Não, nós somos explorados e atacados há 500 anos. É o pensamento que tenho e me deu mais força de seguir nessa narrativa, nesse discurso na sala de aula.

Tem uma parte do livro em que eu falo só sobre esses mitos e as modificações dos mitos, dos afloramentos dos mitos que permanecem no imaginário das populações ao redor do caminho. Assim como fui surpreendido lá na ilha do Campeche, quando não sabia que isso existia, a maior parte das pessoas com que converso também não conhecem. Então, fazer tudo isso já me mantém firme aí na labuta de continuar expandindo essa percepção. Para que as pessoas valorizem a sua história. Não uma história dos que vieram aqui usurpar a riqueza, o patrimônio, a própria vida, quantos não morreram pela ganância desses outros. E isso ainda acontece na nossa luta política de hoje em dia.

É bom a gente saber de onde veio para conseguir chegar onde a gente quer chegar e não onde outros querem que a gente fique, nessa eterna servidão. Só mudaram um pouco os nomes, os palavrórios, as coisas, mas é uma servidão. A gente não conseguiu escapar das garras dessa servidão. Acho que se se consegue, nesse caminho, despertar a necessidade das pessoas fazerem o seu caminho já está ótimo, está maravilhoso.

Lançamento em Portugal

28 de maio, na Feira do Livro de Lisboa, 16hs. Portugal
31 de maio, Biblioteca Pública de Setúbal, 15h30min. Portugal

Lançamento no Brasil

2 de agosto, auditório da Reitoria, Campus Anglo, UFPEL, 19hs. Pelotas.
9 de agosto, auditório 02, Fabico/UFRGS, 19hs. Porto Alegre

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