Os atores em disputa se encontram tanto em Miami com os cubanos americanos situados em posições chave no Governo dos Estados Unidos, assim como por interesses internos que querem ver a derrocada para se apoderarem do país, como o fizeram os oligarcas russos e outros que, desde uma posição “revolucionária”, pretendem impedir o que consideram excessivo enriquecimento dos produtores, retardando as transformações e o desenvolvimento da produção, especialmente campesina, vital para o bem-estar e a estabilidade do país.
O bloqueio aplicado a Cuba tem 63 anos com restrições maiores que as que se lhe impuseram a Rússia, afetando a liberdade de desenvolvimento econômico e social do país em quase todos os campos. Esse bloqueio estabelecido, naquele então, devido a aliança de Cuba com a União Soviética, se mantém, apesar do bloco socialista ter desaparecido há 34 anos e se estar transformando a correlação de forças no mundo, de tal forma que os Estados Unidos deixou de ser a única potência e ter surgido um mundo multipolar. Quase a totalidade das nações do planeta tem se manifestado contra esse bloqueio realizado na contramão do direito internacional.
Nestas novas condições, por sua geopolítica e riqueza de matérias-primas, a América Latina é fundamental para os interesses dos Estados Unidos. A tradicional política do grande porrete aplicada ao subcontinente, desde os séculos XIX e XX, deve se transformar numa política de cooperação e respeito à soberania dos países, se não quer correr o risco de afetar seriamente sua segurança e se isolar reduzindo seu papel protagônico no mundo do século XXI. Esta nova conjuntura já está sendo aproveitada pela América Latina: o Brasil é um dos promotores dos BRICS.
Ainda que os cubanos americanos, como Menéndez e Rubio, tenham tido um papel decisivo na política norte-americana para a América Latina com o tema da migração e das sanções àqueles que se afastem de seus ditames; no entanto, mais cedo que tarde os norte-americanos reconhecerão o erro no qual incorreram por causa dos interesses desses forasteiros. De tal forma, recuperarão os interesses estratégicos de seu país nesta nova conjuntura e realizarão oportunamente as mudanças, para garantir sua segurança e seu abastecimento.
Mais além do impacto desastroso que tem tido o bloqueio na contramão do direito internacional, estão as políticas internas de Cuba que limitam o desenvolvimento das forças econômicas locais devido a normativas que dificultam o desenvolvimento das nascentes empresas pequenas e médias no âmbito urbano.
As PYMES já podem operar nos centros urbanos, porém outra é a situação no mundo rural onde, se bem que podem produzir, mesmmo assim não podem comercializar livremente os produtos. Estes devem ser encaminhados a entes estatais que, ademais de serem pouco ágeis, determinam preços não estimulantes para os produtores. E é aqui onde está o tendão de Aquiles das reformas à economia cubana. Já que os campesinos cubanos têm possibilidades de abastecer plenamente e não só parcialmente o mercado nacional, porém as restrições e normativas burocráticas os desestimulam.
As mudanças de ministros não garantem que se destrave a economia cubana, senão que é combinando antes de tudo com os campesinos. É importante que, seguindo a tradição da Revolução Cubana, estes joguem um papel relevante no novo reordenamento econômico.
Cuba resistiu por 65 anos a um bloqueio criminoso, gerando, apesar destas [más] condições, uma população sem excluídos, com uma educação destacada como a melhor do continente. Tem, neste sentido, possibilidades de emergir e se colocar na vanguarda do desenvolvimento latino-americano quando finalize o bloqueio norte-americano e o controle burocrático reativo perca também suporte.
Existe a capacidade de inovar e produzir colocando o mercado não como objeto de culto da mão invisível mas sim a serviço do desenvolvimento nacional, como China e Vietnã têm feito. Onde, mantendo o controle das finanças e dos setores estratégicos da economia, se conquistou um bem-estar para a população.
Não seria bem-vindo que o valioso capital humano gerado pela revolução emigre porque não vê esperança em seu país por causa de normativas e disposições absurdas que mantêm estruturas econômicas ineficientes e não estratégicas, podendo se integrar plenamente ao desenvolvimento.
Cuba é um país importante para Latinoamérica em sua luta pela autonomia e pela autodeterminação. Tem marcado trilhas de esperança que são de interesse continental. É muito importante que, apesar do bloqueio, esse país siga adiante, realizando as mudanças internas urgentes e que não se desvie por caminhos oportunistas. Retomando o espírito libertário de seus fundadores e de suas melhores práticas.
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