A estratégia da administração de José Raúl Mulino, apresentada ontem pelo Ministro da Presidência, Juan Carlos Orillac, baseia-se em projetos que visam promover um modelo de desenvolvimento alicerçado na sustentabilidade, na segurança energética e na geração de oportunidades.
O desenvolvimento do programa levará um ano e meio, período em que se espera que a participação de vários setores do país defina, de forma planejada, as prioridades e estratégias energéticas que marcarão o rumo nacional nas próximas décadas, explicou ele.
Orillac enfatizou que o Executivo mantém como prioridade o fortalecimento de uma matriz energética mais sustentável, diversificada e eficiente, que contribua tanto para o crescimento econômico quanto para a proteção do meio ambiente.
“O governo está focado em investir em energia limpa. Demonstramos que, com forte crescimento econômico e um ambiente seguro, podemos gerar esperança para o país. Buscamos garantir a segurança energética, seu uso eficiente e o fortalecimento das fontes renováveis”, enfatizou.
A esse respeito, o funcionário mencionou o progresso do projeto de interconexão elétrica entre a Colômbia e o Panamá, uma iniciativa estratégica que, segundo ele, está avançando significativamente graças à coordenação interinstitucional promovida pelo governo atual.
“Pela primeira vez, estamos vendo progressos reais neste projeto, que está em discussão há mais de 20 anos. Hoje, existe um grupo de trabalho institucional que monitora o progresso e garante que as entidades trabalhem de forma coordenada”, afirmou.
Este megaprojeto está sendo executado pela Interconexión Eléctrica Colombia Panamá SA (ICP), uma joint venture formada pela Empresa de Transmisión Eléctrica SA (Etesa) do Panamá e o Grupo ISA da Colômbia.
A interligação elétrica é um dos três componentes do chamado Corredor Ambiental Sustentável. Os outros dois correspondem a planos de infraestrutura rodoviária e projetos de eletrificação rural, apurou a Prensa Latina.
O objetivo da interconexão Panamá-Colômbia é fortalecer a segurança e a resiliência energética do istmo, viabilizar o intercâmbio de eletricidade entre as regiões e promover oportunidades de desenvolvimento nos territórios envolvidos. A linha compreende três trechos: o primeiro, com 220 quilômetros de extensão, liga a Cidade do Panamá a Mulatupu, em Kuna Yala; um trecho marítimo até Necoclí, na Colômbia; e um trecho terrestre final até Montelíbano. Sua capacidade de transmissão será de 400 megawatts.