Segundo o Ministério da Economia e Finanças (MEF), o país avançou em sua estratégia para gerenciar esse montante com a autorização de um pacote de financiamento abrangente do Grupo Banco Mundial, que inclui garantias de até 1,9 bilhão de dólares.
A operação ocorre num contexto marcado por um ligeiro aumento do saldo total no final de novembro, mas faz parte da estratégia do MEF, que visa, segundo as suas autoridades, diversificar as fontes de financiamento multilateral, melhorar o perfil da dívida e otimizar o serviço dos compromissos financeiros do Estado.
Os fundos, cujo desembolso está previsto para janeiro de 2026, serão utilizados exclusivamente para refinanciar dívidas existentes com vencimentos durante os primeiros quatro meses do ano, conforme revelado.
A estratégia ganha relevância num cenário em que o saldo total da dívida pública ascendeu a 58.904,6 milhões de dólares no final de novembro, o que representou um aumento de 71,9 milhões de dólares (0,1%) relativamente ao saldo registado no final de outubro passado.
Segundo o chefe do Ministério da Economia e Finanças (MEF), Felipe Chapman, essa abordagem busca mitigar as pressões de curto prazo sobre o serviço da dívida, estender os prazos de pagamento e fortalecer a sustentabilidade fiscal em um ambiente financeiro caracterizado por ajustes nos mercados de dívida locais e internacionais.
Em sua coletiva de imprensa em novembro passado, o presidente da República, José Raúl Mulino, assegurou que seu governo cumprirá a meta de déficit fiscal para 2025, fixada em quatro por cento, embora tenha reconhecido que 2025 foi um ano “muito difícil” para atingir esse objetivo.