O ministro da Economia e Finanças do Uruguai, Gabriel Oddone, confirmou isso, afirmando que era “altamente provável” que o prazo para as negociações expirasse sem um acordo formal entre os membros do bloco. Oddone explicou à imprensa que, dada a iminente expiração do prazo, o resultado mais provável seria um sistema de “quem chegar primeiro, leva”, em que o primeiro a chegar recebe a cota estabelecida, sem qualquer distribuição negociada.
“Preferimos seguir o caminho do diálogo, mas ainda não estamos perto de um acordo”, admitiu Oddone, cujo país pretende colocar carne bovina, arroz, celulose, frutas cítricas e laticínios, entre outros, no mercado europeu.
O Uruguai prioriza a negociação, mas está se preparando para um cenário em que a flexibilidade e a capacidade de reagir a mecanismos técnicos serão as principais ferramentas para salvaguardar a competitividade das exportações nacionais no curto prazo, afirmou o ministro.
O acordo comercial Mercosul-UE, que foi negociado durante mais de 20 anos até sua assinatura em janeiro passado em Assunção, Paraguai, entra em vigor em 1º de maio.
O acordo prevê a eliminação de tarifas para produtos de ambos os países e estabelece cotas de exportação sobre as quais Uruguai, Paraguai, Brasil e Argentina não conseguiram chegar a um acordo.