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quarta-feira, 24 julho, 2024

ONU denuncia a morte de mais de 100 funcionários durante conflito em Gaza

© AP Photo / Abed Khaled

Sputnik – Pelo menos 101 funcionários da Organização das Nações Unidas (ONU) já morreram por conta dos ataques de Israel na Faixa de Gaza, denunciou o secretário-geral da entidade, António Guterres, neste domingo (12). O líder também declarou que Israel não protege a população civil no território.

Mais de 11 mil pessoas já morreram durante a guerra contra o Hamas, a maioria mulheres e crianças.
As declarações do secretário-geral da ONU foram criticadas pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Para o premiê, a entidade deveria atacar o Hamas que, segundo ele, foi responsável pelo início da guerra. As declarações foram dadas à CNN.
Os bombardeios de Israel contra a Faixa de Gaza não têm poupado sequer escolas, hospitais, campos de refugiados e até abrigos da ONU. Só na última sexta (10), pelo menos 50 pessoas foram mortas durante ataque a uma escola na Faixa de Gaza que era usada como abrigo pela população civil.
Mais de 1,6 milhão de palestinos já foram obrigados a deixarem suas casas por conta da guerra, que dura cinco semanas. O número representa dois terços da população de quase 2,3 milhões de habitantes.
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Protestos a favor da Palestina

Diante da escalada do conflito em Gaza, diversos protestos a favor da população palestina foram registrados mundo afora. Em Londres, no Reino Unido, mais de 800 mil pessoas tomaram às ruas no sábado (11) e pediram um cessar-fogo imediato, além de ajuda humanitária à população de quase 2,3 milhões de pessoas.
Além do Reino Unido, também foram registrados protestos massivos pró-Palestina em países como Bélgica, Irlanda e África do Sul.
Em Bruxelas, cerca de 45 mil pessoas participaram da marcha que pede um cessar-fogo imediato e o cumprimento do direito internacional por Israel.
Em Tel Aviv, milhares de pessoas pediram a liberação dos quase 240 reféns pelo Hamas, que foram capturados durante os ataques de 7 de outubro ao território israelense. Além disso, os manifestantes são contrários ao governo de Benjamin Netanyahu, que sofre desgaste por conta da intensidade das ofensivas contra o movimento Hamas.
Até os Estados Unidos, principais aliados de Israel, passaram a demonstrar preocupação com o elevado número de mortos. A Organização para Cooperação Islâmica (OCI) e a Liga Árabe promoveram uma reunião também no sábado (11) para discutir o conflito entre Israel e Hamas. Na ocasião, os países admitiram que podem intervir para garantir o fim dos confrontos.
secretário-geral da OCI, Hissein Brahim Taha, destacou a solidariedade e o “apoio inabalável” demonstrado por todas as nações “ao povo palestino”, e também reafirmou o compromisso conjunto com a causa central do grupo: a criação do Estado da Palestina, aprovada pela Assembleia Geral da ONU desde 1947, mas que até hoje não foi efetivada.
Taha pediu um “cessar-fogo imediato, duradouro e completo da atual agressão israelense” contra o povo palestino e a abertura de corredores humanitários para fornecer ajuda e insumos essenciais à Faixa de Gaza de maneira adequada e sustentável.

Com mais de 80% da população na extrema pobreza, a região é uma das mais vulneráveis do mundo e tem índices de desemprego acima de 45%, o que também é resultado do bloqueio israelense, em vigor desde 2007.

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