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Internacional

Postado em 29/11/2019 4:31

Ocupar um país sem sua autorização não é diferente do terrorismo, diz Bashar Assad

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© Foto / Assessoria de imprensa de Bashar Assad
ORIENTE MÉDIO E ÁFRICA

O presidente do Estado árabe disse em entrevista à mídia francesa que se tropas sírias entrassem na França para combater o terrorismo sem autorização de seu governo, isso não seria aceito.

A Síria “percorreu um longo caminho” para derrotar grande parte da insurgência terrorista em seu território, mas focos de resistência ainda permanecem, enquanto os jihadistas estão recebendo apoio da Turquia e de países ocidentais, disse Bashar Assad em entrevista à revista Paris Match.

O presidente sírio destacou os EUA, o Reino Unido e “especialmente a França” entre os principais atores que protegem os jihadistas na guerra contra Damasco.

“Você acha francamente que podemos enviar forças sírias para combater o terrorismo na França sem sermos convidados pelo governo francês? É o direito internacional que rege o comportamento dos Estados no mundo, não as [suas] intenções.”

Situação de guerra

Denominada como Operação Chammal, o destacamento francês faz parte da coalizão contra o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) liderada pelos EUA, fornecendo apoio aéreo e destacando forças especiais para ajudar os combatentes curdos e árabes na Síria, segundo o objetivo.

Mas para Assad as forças estrangeiras estão fazendo algo que “é [chamado de] ocupação”, pois nem Paris nem a coalizão obtiveram autorização de Damasco para a operação. O presidente sírio acrescentou: “Não há uma grande diferença entre apoiar o terrorismo e destacar militares para ocupar um país.”

Com a luta continuando, Assad disse que a Síria pode lidar com a guerra sem qualquer apoio do Ocidente. “Nós conseguimos tratar dos nossos assuntos […] Mas queremos voltar a uma ordem mundial que não é mais respeitada, porque reina o caos”, concluiu.

Sputnik

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