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Papo do Dia

Postado em 01/12/2020 10:18

O SONORO FRACASSO DE BOLSONARO NAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS

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Por Osvaldo Cardosa Samón Brasília (Prensa Latina) Dos 13 candidatos a prefeitos apoiados pelo presidente de extrema direita Jair Bolsonaro, 11 foram derrotados nas urnas e apenas dois foram eleitos nas eleições municipais realizadas em dois turnos no Brasil.

Levando em conta os números gerais, a centro-direita saiu vencedora do segundo turno das eleições de domingo, sob a pandemia de Covid-19.

Os nomes endossados ​​pelos ex-militares registraram um desempenho ruim no primeiro turno em 15 de novembro.

Uma das falhas mais significativas dos aliados de Bolsonaro foi a do candidato a prefeito de São Paulo, Celso Russomanno (do Partido Republicano), quarto mais votado e fora da votação de 29 de novembro.

O desastre do atual prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, do partido republicano e incondicional do governante, também sacudiu no segundo turno.

O bispo ultraconservador da Igreja Universal do Reino de Deus perdeu o cargo e a reeleição para Eduardo Paes, dos democratas.

Durante a campanha eleitoral, Crivella fortaleceu seu vínculo com o Bolsonaro para tentar reverter as pesquisas que não lhe eram favoráveis, mas não deu certo.

Em seu primeiro discurso como prefeito eleito do Rio, Paes comemorou o que chamou de ‘vitória política’ contra a radicalização.

‘A primeira mensagem que quero passar é para agradecer aos cariocas que foram às urnas e acreditaram em nossas propostas (…) Queria também comemorar uma vitória na política aqui’, disse Paes.

Sem citar nomes, ele insistia que o radicalismo na política certamente não fazia bem aos cariocas ou brasileiros.

‘Quero anunciar que o Rio está livre do pior governo de sua história. Hoje vocês estão livres para confirmar a cidade da diversidade. O Rio voltará a funcionar. Com muita esperança. Estou muito convencido de que a vitória de hoje (ontem) é muito importante.’ , ele enfatizou.

Além de Crivella, a última esperança de Bolsonaro era Wagner Sousa Gomes, que também perdeu em Fortaleza, capital do Ceará, para o candidato José Sarto, do Partido Democrático Trabalhista.

Já o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, do Partido da Social-Democracia Brasileira, foi reeleito no segundo turno após derrotar Guilherme Boulos, do Partido Socialismo e Liberdade.

Boulos previu que a esquerda brasileira vencerá nas demais disputas eleitorais.

‘Quero agradecer calorosamente a todos aqueles que acreditaram e continuam acreditando. Agradecer a todos aqueles que sonharam. Venceremos, não nesta eleição, mas venceremos’, disse o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-teto.

Segundo o portal Brasil 247, apesar da derrota, Boulos se consolidou como um nome forte no mundo progressista para as próximas disputas eleitorais.

Em nota em seu site oficial, o Partido dos Trabalhadores (PT), maior esquerda da América Latina, garantiu que saiu no segundo turno com quatro vitórias nos principais centros urbanos dos estados de São Paulo e Minas Gerais, após participar da disputa em 15 cidades com mais de 200 mil eleitores.

‘Foi uma das disputas mais acirradas da história recente do país, mas o PT saiu das urnas em 2020 recuperando sua força em grandes e médias cidades’ após o golpe parlamentar na Justiça contra a presidente Dilma Rousseff em 2016, disse a entidade política.

O segundo turno mostrou que a esquerda pode lutar, disse a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, fazendo um balanço da batalha eleitoral.

‘Nossa atuação nas grandes cidades e a unidade que construímos em muitas delas confirma que temos uma alternativa para o Brasil’, disse Hoffman.

As eleições deste ano foram adiadas de outubro para novembro por acordo partidário no Congresso Nacional perante a Covid-19.

Os comentaristas políticos consideram que, de certa forma, essas eleições serão um termômetro para as eleições de 2022.

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