Foto: Reuters
Valter Xéu*
Em campo de batalha não existe espaço para diversão. Mas, no caso de Gaza, os invasores israelenses transformaram o massacre em espetáculo ao atirarem em crianças, mulheres, jornalistas, civis desarmados, ambulâncias e até em escolas.
Assassinam bebês para que não cresçam e possam se vingar no futuro, matam mães para que não deem à luz novos palestinos e atacam jornalistas justamente para impedir que o mundo veja o genocídio cometido por Israel, com o apoio dos Estados Unidos e da União Europeia.
Mais de 250 profissionais de comunicação já foram assassinados na Faixa de Gaza, um número maior que os correspondentes mortos durante toda a Primeira e Segunda Guerra Mundial.
E, para completar o horror, até líderes como Benjamin Netanyahu se tornam símbolos desse projeto de extermínio, sustentado pelo silêncio cúmplice de entidades que deveriam defender o direito do público à informação. Essas instituições, que se dizem guardiãs da liberdade de imprensa, se acovardam e fingem que nada acontece diante da chacina de profissionais de comunicação na Faixa de Gaza.
Mas nada fica impune. Chegará o dia em que a história cobrará de todos aqueles que hoje se calam. Porque silenciar diante de um genocídio é escolher o lado do opressor.
*Valter Xéu é diretor e editor de Pátria Latina