*Pedro Augusto Pinho
Só os muito ingênuos ou doutrinados pelos sionistas, ingleses e estadunidenses não conseguem enxergar que o Estado de Israel foi a vingança do Reino Unido contra as populações de suas antigas colônias no Oriente Médio e nordeste da África.
Em relação aos Estados Unidos da América (EUA) foi mais outra ação pelo domínio do mundo. Não pela ocupação territorial como colônias politicamente definidas, mas no novo modelo colonizador das dívidas (financeiro) e sujeição tecnológica e para apoio político e votos em fóruns internacionais.
Na geopolítica do século XXI, distinguem-se as alianças, no Oriente Médio, da Síria com o Irã, apoiados pela Rússia, e da inclusão nos BRICS do Egito e do Irã, antigas colônias/protetorados britânicos.
Sem dúvida forma-se, naquela área do antigo Império Otomano, nova realidade fruto da brandura com que aquele Império tratou as sociedades sob seu domínio. Países como a Síria, o Egito, o Iraque e o Líbano integram o passado otomano na história de seus estados árabes. Muito diferente do domínio britânico, que mesmo antes da criação com apoio brasileiro do Estado de Israel (1948), havia constituído o Kuwait, um satélite na então província otomana, para ser praça de guerra inglesa (1899).
Recorde-se que os otomanos tentaram, em vão, impedir que judeus imigrassem para Palestina e dessem ao sionismo o ponto de apoio demográfico, com a consequência que está nos noticiários destas últimas décadas.



