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– Embora não tenha abandonado o Tratado de Não-Proliferação, a vontade política de Teerã de aceitar inspeções em suas instalações nucleares evaporou-se.
Enrique Mora [*]
Para entender a magnitude da mudança, é necessário relembrar a essência do JCPOA. Desde seu início, em 2005, a negociação nuclear baseou-se em um quid pro quo muito simples de formular: o Irã concordaria em limitar seu programa nuclear, sujeitando-o a um rigoroso regime de verificação internacional; em troca, a comunidade internacional suspenderia as sanções econômicas, inicialmente impostas pelo Conselho de Segurança da ONU.
Esse equilíbrio, finalmente consagrado em 2015 com o JCPOA, funcionou. Ele permitiria ao Irã um programa nuclear que só poderia ter uso civil conforme as especificações técnicas do acordo e sujeitaria esse programa ao monitoramento constante da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Em troca, o Irã poderia se reintegrar ao comércio internacional e ter acesso a financiamento.



