O cenário é o Presídio Tiradentes, em São Paulo, onde foram encarceradas mais de 30 mulheres na cela Torre das Donzelas. Mas esse lugar de memória foi apagado com a demolição do prédio, em 1972, para a construção do metrô. Então, a diretora Susanna Lira reergueu uma torre cenográfica com grade, cama, banheiro, escadaria e corredor, a partir de desenhos feitos no quadro de giz por algumas das ex presidiárias. É lá que elas relembram a prisão e as torturas, mas também como resistiram à barbárie.
– Essas mulheres encarceradas, que recuperaram o espírito coletivo de convivência, não foram derrotadas, na medida em que saíram da prisão fortalecidas para continuar a luta – assegura a diretora Susanna Lira, filha de um militante equatoriano “desaparecido” nos porões do DOPS. “Muita gente morreu e foi torturada para que nós pudéssemos viver hoje numa democracia. Apesar de toda a barbárie, venceu a humanidade” – ela conclui.
O artigo do general silencia sobre a tortura defendida pelo Coiso. De qualquer forma, depois de ler seu artigo só nos resta retomar o Serviço de Amplificação A Voz Quermesse de Aparecida para enviar mais um “Telegrama no Ar”:
Na sexta (24) homenagem in memoriam ao cineasta e diretor de teatro Djalma Limongi Batista, com exibição do videomemória de uma entrevista com Roberto Kahane, organizado em Manaus pela Manauscult e Concultura