Quito, (Prensa Latina) Movimentos sociais, pelos direitos humanos e a cidadania em geral realizaram nesta segunda (21) uma marcha nesta capital, em denúncia da violência contra a mulher no Equador.
A mobilização, prevista para a tarde no Parque La Carolina, busca conscientizar as autoridades e a população sobre a necessidade de implementar normativas que permitam acabar com a violência contra a mulher neste país sul-americano, onde em 2018 foram registrados cerca de cem femicídios.
Está previsto que os manifestantes marchem pelas ruas do centro-norte capitalino, até a Promotoria Geral da República, com cartazes e palavras de ordem.
A mobilização desta jornada é a segunda realizada nesta capital em menos de 48 horas, depois da passeata de ontem, na conhecida Tribuna dos Shyris, onde se reuniram centenas de pessoas para denunciar a violência por atos machistas.
‘Queremo-nos vivas’, ‘Todas somos Martha’, ‘Todas somos Diana’, foram alguns dos cartazes que acompanharam homens e mulheres, cuja principal palavra de ordem foi: ‘Senhor, senhora, não seja indiferente. Matam as mulheres na cara da gente’.
A ideia inicial era mostrar apoio a Martha, cujo caso já está em mãos da justiça e seus agressores enfrentam o processo em prisão, mas apareceu um novo motivo, o assassinato de Diana na noite do sábado.
Com esses dois nomes como símbolo dos abusos que as mulheres sofrem nesta nação andina, e várias histórias de vítimas de atos violentos, equatorianos de diferentes partes se unirão em um grito pelas mulheres e contra a violência.


