Em uma publicação na rede social X, o ministro das Relações Exteriores da nação caribenha destacou o texto adotado no dia anterior durante a cúpula em Nova Delhi, onde o grupo reconheceu as medidas da política hostil dos EUA e “seus efeitos adversos sobre a economia cubana, o fornecimento de energia e o impacto preocupante”.
Na mesma rede social, o chefe da diplomacia cubana também lembrou que, durante seu discurso no fórum, reiterou sua denúncia dos últimos anos em relação ao bloqueio econômico, comercial e financeiro criminoso imposto pelos Estados Unidos contra Cuba, reforçado a níveis sem precedentes.
Na Cúpula do BRICS, Rodríguez denunciou a punição coletiva infligida ao povo cubano. Seus efeitos indiscriminados e desumanos são incalculáveis e causam imenso sofrimento às famílias cubanas. É o instrumento escolhido para alcançar a “mudança de regime”, acrescentou.
O Ministro das Relações Exteriores descreveu as medidas contra o povo cubano como “um genocídio silencioso que ceifa vidas”.
Em sua declaração, o chanceler argumentou que a taxa de mortalidade infantil em seu país dobrou, passando de 4.000 nascidos vivos para 9,9, e que a expectativa de vida de crianças com câncer caiu de 85% para 65%.
“Causar danos, sofrimento e angústia à humanidade é o objetivo desta política cruel, deliberadamente concebida para esse fim”, declarou o principal representante da diplomacia cubana.
Além disso, em sua publicação deste domingo, Rodríguez destacou que, na sessão aberta da XVIII Cúpula do BRICS 2026, apontou que o Grupo tem o potencial de ser um fator de paz e segurança para todos, desenvolvimento, justiça e progresso do Sul Global, indispensável para a construção de uma nova ordem internacional multilateral, equitativa e democrática.