Por Moisés Mendes, em seu blog :
Mesmo que sejam expostos como covardes pela imprecisão, os jornais não chamam pelo nome a fuga de Carla Zambelli.
Vejam as chamadas de capa. Essa é a da Folha:
“Zambelli diz ter saído do país após reportar pelo STF e risco de prisão”
Essa é a do Globo:
“PGR deve pedir prisão preventiva de Carla Zambelli após ida para a Europa”
E essa do Estadão:
“Carla Zambelli diz que deixou o Brasil, dias após ter sido condenada à prisão pelo STF”
Os manés de 8 de janeiro foram para todo lado, principalmente para a Argentina, mas não a deputada, que já admitiu que irá se refugiar na Europa com a sua cidadania italiana, ou seja, confessou que fugiu e que não pretendeu voltar.
Os jornais tratam de extrema direita com muito respeito. Não venham com a conversa de que, sob o ponto de vista do Direito, Zambelli não é uma foragida, porque ainda não existia uma ordem de prisão contra ela.
A atitude da condenada a 10 anos de cadeia é, assumidamente, a de quem foge para escapar da prisão. A deputada já avisou: “Como cidade italiana, sou intocável na Itália”.
É uma frase definida de uma fugitiva que se antecipa ao que a espera, que é uma ordem de prisão, depois de condenada por ter invadido o sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), com a ajuda do hacker Walter Delgatti Neto, em janeiro de 2023.