“Ambas as partes sublinharam o seu compromisso comum com a dignidade humana, a cooperação multilateral e a solidariedade humanitária com o povo cubano, bem como a importância de defender os princípios humanitários internacionais”, afirma o documento.
A declaração é resultado da VIII Cúpula entre as duas partes, realizada aqui nesta sexta-feira, com a presença da Presidente do México, Claudia Sheinbaum, e dos Presidentes da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do Conselho Europeu, António Costa, bem como de outras autoridades.
Essa posição se insere em um contexto marcado pela intensificação do bloqueio imposto pelos Estados Unidos à nação caribenha.
Por mais de seis décadas, Washington impôs um bloqueio econômico, comercial e financeiro contra a maior das Antilhas, reforçado em janeiro passado por meio de uma ordem executiva assinada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
A falta de acesso a combustível resultante desse aperto afeta áreas sensíveis como a geração de eletricidade, o funcionamento de hospitais, a produção e distribuição de alimentos e o bombeamento de água naquele país.
Em 1º de maio, Trump anunciou medidas coercitivas adicionais contra a ilha, declarou sua intenção de assumir o controle da nação caribenha “quase imediatamente” e disse que, após a guerra no Irã, poderia enviar o porta-aviões USS Abraham Lincoln a menos de 91,44 metros da costa.
Tais ameaças por parte do governo republicano e as subsequentes ações contra o país caribenho suscitaram rejeição e condenação por parte de setores populares, governos e políticos de todo o mundo.