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domingo, 14 julho, 2024

Membros do Mercosul defendem integração e consolidação da democracia

Nessa segunda-feira, além de Dilma, estiveram reunidos na cúpula os presidentes da Argentina, Mauricio Macri, do Uruguai, Tabaré Vasquez e o anfitrião, Horacio Cartes. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, não compareceu. (Roberto Stuckert Filho/PR)
Os presidentes dos países do Mercosul reiteraram seu “firme compromisso” com o bloco sul-americano integrado pelo Brasil, a Argentina, o Paraguai, Uruguai e a Venezuela. Em comunicado conjunto da 49ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, realizada nesta segunda-feira (21), em Assunção, os líderes destacaram que objetivam aprofundar a integração, a consolidação da democracia e a plena vigência das instituições democráticas.

Em seu discurso, a presidenta Dilma Rousseff lembrou que, no dia 26 de março, o Mercosul completará 25 anos. “A aposta que fizemos em 1991, aqui nesse país, nessa terra, que é o berço do Mercosul, tem sido extremamente positiva para o desenvolvimento da região e de nossos países. Mas não podemos ceder à autocomplacência. Precisamos continuar avançando e aperfeiçoando, com espírito crítico e autocrítico, esse processo de integração, tendo por base o patrimônio coletivo construído nas últimas décadas”, afirmou.

Para Dilma, o fortalecimento do Mercosul passa pela adoção “de formas mais ágeis de cooperação comercial e de construção de cadeias produtivas intrarregionais”. “Devemos resolver a questão das assimetrias regionais, e isso só será possível com a maior cooperação comercial e, sobretudo, com a construção dessas cadeias.”

A presidenta reforçou que a principal conquista do bloco nesse período “foi a construção e consolidação da democracia depois de anos de autoritarismo”.

União Europeia

Um dos temas tratados na cúpula foi a negociação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Dilma ressaltou que a decisão de finalizar o acordo depende dos países europeus.

“Queremos concluir um acordo ambicioso, abrangente e equilibrado com a União Europeia. Felicito a presidência do Paraguai, ao presidente Cartes, durante esse período de presidência pro tempore, pelo empenho que demonstrou nas gestões junto aos europeus em prol da troca de oferta entre nossos blocos. Os esforços do presidente Cartes mostram, inquestionavelmente, que hoje a decisão está do outro lado do Atlântico, porque deixamos sistematicamente claro que estávamos prontos para fazer as nossas ofertas.”

As negociações para um acordo entre o Mercosul e a União Europeia começaram no fim da década de 1990 e, desde então, avançam de maneira inconsistente. Em 2004, chegou a ocorrer uma troca de ofertas entre os blocos, que não resultou em acordo.

Em 2010, as negociações foram retomadas, mas a troca de ofertas, agendada para 2013, não ocorreu. Para serem consideradas satisfatórias, espera-se que as ofertas desonerem de 85% a 95% o volume do comércio de cada bloco econômico.

Aliança do Pacífico

A aproximação com a Aliança do Pacífico (Chile, Colômbia, México e Peru) também foi abordada na cúpula. Os presidentes do Mercosul manifestaram interesse em convocar, em breve, uma reunião de alto nível entre os blocos.

“É muito positiva também a contínua aproximação com a Aliança do Pacifico, com a qual temos muitas complementariedades, e com a qual devíamos estabelecer relações cada vez mais próximas e sólidas. Continuaremos trabalhando pelo estabelecimento de uma área de livre comércio na América Latina”, completou Dilma.

Nessa segunda-feira, além de Dilma, estiveram reunidos na cúpula os presidentes da Argentina, Mauricio Macri, do Uruguai, Tabaré Vasquez e o anfitrião, Horacio Cartes. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, não compareceu.

Fonte: Agência Brasil

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